A preocupação da WLSA consta de um comunicado que divulgou hoje, com o título "Sociedade civil apela ao governo da cidade de Maputo para proteção dos direitos humanos das mulheres e raparigas".

"Nas escolas, o assédio e a violência sexual estão a atingir proporções escandalosas, sem que se vejam medidas adequadas por parte do ministério de tutela [Educação]", diz a nota.

A WLSA acusa diretamente os professores de assediarem e violarem alunas, muitas vezes em troca de notas nas avaliações, gozando de impunidade e da sua posição de superioridade hierárquica.

Por outro lado, prossegue, as alunas que estudam à noite estão sob constante ameaça de violação sexual, devido à insegurança nos bairros.

"Muitas meninas caminham sozinhas em ruas sem iluminação nas viagens de ida e volta da escola, o que as torna vulneráveis a ataques de criminosos", refere o texto.

Sobre a violência de género no geral, a WLSA defende que os crimes que acontecem nas habitações não devem ser encobertos, porque "a cidadania das mulheres não termina quando franqueiam os limites da casa".

"É obrigação do Estado, tendo em atenção o princípio da universalidade, garantir a efetiva proteção dos direitos humanos das mulheres e das raparigas, onde quer que estas se encontrem", assinala o documento.

Deve ser garantida a liberdade e o respeito devidos às mulheres, com direitos iguais em casa, na escola, no trabalho, nas ruas e em todo o lado.

"As mulheres devem poder vestir-se como melhor se sentem, sem serem ameaçadas, devem poder andar por qualquer parte da cidade e a qualquer hora do dia", refere ainda a nota.

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