Yiannopoulos, que se demitiu em fevereiro do cargo de editor do ‘site’ de extrema-direita norte-americano Breitbart News devido aos polémicos comentários sobre a pedofilia, foi convidado pelo senador liberal democrata David Leyonhjelm.

“Não diria que sou um discípulo seu”, afirmou o senador, sublinhando que não partilha dos controversos pontos de vista do seu convidado, segundo o Canal 9 da televisão australiana.

O escritor evitou comentar os protestos ocorridos na noite de segunda-feira em Melbourne que colocou frente a frente centenas de membros do grupo antifascista Campaign Against Racism and Fascism e do xenófobo True Blue Crew, obrigando a polícia a recorrer ao uso de gás pimenta para pôr termo aos confrontos e encerrar uma estrada a partir da qual foram lançadas pedras contra veículos policiais.

“Não tenho nada a declarar neste momento”, disse Milo Yiannopoulos ao Canal 9 referindo-se aos violentos incidentes de segunda-feira que acabaram por resultar na detenção de dois manifestantes e deixaram ainda cinco polícias ligeiramente feridos.

Yiannopoulos encontra-se na Austrália para uma série de apresentações, sob o chapéu de uma digressão batizada de “The Troll Academy”, apesar das tentativas do Partido Verde no Parlamento da Austrália para que a entrada no país fosse vetada.

Considerado pelos críticos como racista e misógino, Yiannopoulos apresenta-se como um cruzado homossexual contra “o politicamente correto”.

É frequentemente descrito como o líder da autodesignada direita alternativa (‘alt-right’, na abreviatura em inglês), uma franja de brancos nacionalistas e extremistas que encontrou apoio no portal do Breitbart, apesar de se ter distanciado deste movimento.

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