1 - A Virada Histórica 

Palmeiras 3-4 Vasco (Final da Copa Mercosul 2000)

Provavelmente a maior reviravolta de uma final no futebol brasileiro. No segundo jogo da final, na casa do adversário, o Vasco saiu perdendo por 3-0 mas conseguiu a remontada na segunda parte do jogo de forma incrível.

O Palmeiras tinha uma equipa conhecida como “boa e barata”, sem grandes destaques individuais. O Vasco, entretanto, tinha Juninho Paulista, Juninho Pernambucano e, claro, Romário. Foi o baixinho o líder da virada com um hat-trick. Jogo para deixar o torcedor sem fôlego.

2 - Ronaldinho vs Neymar

Santos 4-5 Flamengo (Brasileirão de 2011)

O Brasileirão de 2011 marcou o encontro de duas lendas do futebol brasileiro. O jovem Neymar, que havia recentemente levado o Santos ao título da Libertadores, enfrentou o multi campeão Ronaldinho que retornava ao Brasil após a decadência da sua carreira europeia.

Ronaldinho ainda reviveria glórias no Atlético-MG, mas começava a sua jornada com bom futebol no Flamengo, apesar de não ter títulos expressivos. Ao seu lado, Thiago Neves e Deivid eram os destaques. Com Neymar, a base do time que enfrentou o Barcelona em dezembro do mesmo ano, com Ganso e companhia.

Foi um jogo emocionante do começo ao fim, com os craques extremamente motivados em vencer o amigo-rival. Numa época em que se questionava a qualidade do futebol apresentado em campos brasileiros, foi um jogo que extasiou torcida e imprensa.

3 - Jorge Jesus dominando a América

Flamengo 2-1 River Plate (Libertadores 2019)

Esse não faz muito tempo, mas entra para a história com a consagração do trabalho do português que reconquistou o Brasil e dominou a América. JJ é unanimidade entre a maior torcida do Brasil e alcançou o topo da América rapidamente. Foi a primeira vez que um clube brasileiro venceu a competição continental e nacional no mesmo ano.

De um lado os craques comandados por JJ e as grandes épocas de Bruno Henrique e Gabigol. De outro, o consolidado trabalho de Marcello Gallardo e suas 3 finais em 5 anos. O jogo em si não foi muito bom, mas o nível de tensão deixou torcedores na ponta dos pés por todo o tempo. Foi a primeira final única da Libertadores e uma belíssima festa com cara de futebol sul-americano.

4 - Quando Marcos virou Santo

Palmeiras 3x2 Corinthians (Libertadores 2000)

O Palmeiras era o atual campeão continental e o Corinthians havia vencido o primeiro Mundial de Clubes da FIFA. A rivalidade entre os vizinhos de São Paulo estava no auge. Já haviam se enfrentado na Libertadores anterior, com o então guarda-redes reserva, Marcos, defendendo pênaltis no confronto que eliminou o alvinegro.

Marcos, foi eleito a revelação e melhor jogador da Libertadores de 99, mas foi em 2000 que se consolidou como o São Marcos que levaria o Brasil ao Penta em 2002. Novamente os rivais paulistanos se enfrentavam nas quartas de final da competição sul-americana. No primeiro jogo, vitória do Corinthians, mas o jogo de volta, vencido pelo Palmeiras, os colocou novamente na marca do cal. Penaltis decidiriam novamente quem avançaria.

Num jogo de duas viradas no placar, o Palmeiras viu o seu Santo de casa fazer milagre, novamente, contra o ídolo do rival, Marcelinho Carioca, e cravar seu lugar na história e no coração dos torcedores.

5 - O Quadrado Mágico

Brasil 4-1 Argentina (Copa das Confederações 2005)

O mais recente pico de talento do futebol brasileiro aconteceu no começo dos anos 2000. Talvez, desde 1982, a Seleção Canarinha não reunia tanto talento em campo. Ronaldo, Ronaldinho, Kaka, Adriano, Robinho, Juninhos, Roberto Carlos. Todos juntos num só time.

Em 2005, na Copa das Confederações, este grupo atingiu o seu auge na final contra o rival histórico, a Argentina. Foi um banho de futebol. Goleada categórica com jogadas plásticas e muita facilidade. Criou-se um “oba oba” que foi fatal para o título mundial em 2006, principalmente pois na Copa muitos jogadores chegaram fora de forma e acomodados, como Ronaldo e Ronaldinho, e Parreira ficou preso aos envelhecidos Cafu e Roberto Carlos.

Entretanto, numa Copa das Confederações, o treinador podia usar a juventude de Cicinho, Robinho e outros no time titular. Formou-se o Quadrado Mágico, com Adriano, Robinho, Ronaldinho e Kaká. Os golos são um espetáculo e o jogo uma bela lembrança de quando a Seleção Brasileira era indiscutível.

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