Segundo as fontes citadas pela agência noticiosa espanhola, foram também detidos o atual diretor geral do clube, Óscar Grau, o diretor jurídico, Román Gómez Ponti, e o antigo diretor da presidência, Jaume Masferrer, numa operação desencadeada esta manhã em Barcelona.

A polícia tem efetuado buscas nos escritórios do clube, dentro do estádio Nou Camp, e, segundo a EFE, as diligências prévias encontraram indícios de corrupção e outros delitos criminais.

O clube já reagiu, em comunicado, confirmando a existência de buscas, na sequência de mandados emitidos pelo 13.º tribunal de instrução de Barcelona, “encarregue do caso sobre o uso de serviços de monitorização de redes sociais”.

“O FC Barcelona ofereceu a colaboração plena com as autoridades judiciais e policiais, para ajudar a descobrir os factos pertinentes para a investigação. A informação e documentação requerida está relacionada apenas com este caso”, indica a nota.

Os catalães dizem ainda respeitar “o processo em curso e a inocência presumida das pessoas afetadas”.

Além dos escritórios em Camp Nou, os ‘mossos d’esquadra’ realizaram buscas também na sede da I3 Ventures e da Telampartner, duas empresas alegadamente contactadas para agir nas redes sociais contra adversários e atletas que se opunham à direção de Bartomeu.

As buscas estão relacionadas com o caso denominado ‘Barçagate’, que partiu de uma denúncia de um grupo de adeptos, cujo processo segue em segredo de justiça até 10 de março, e, segundo a imprensa local, relaciona-se, entre outros, com uma campanha de difamação levada a cabo contra concorrentes da administração de Bartomeu.

O clube está a seis dias de eleger um novo presidente, no domingo, com três candidatos a concurso: Joan Laporta, antigo líder do emblema, entre 2003 e 2010, o empresário Victor Font e o antigo diretor Toni Freixa.

Laporta pediu que se respeite a “presunção de inocência”, mesmo admitindo que “não é uma boa notícia”, e Freixa deixou a garantia de que o clube “nunca estará sozinho”.

Bartomeu, de 58 anos, foi presidente do 'Barça' entre 2014 e 2020, com Carles Tusquets a sucedê-lo, de forma interina, a partir de outubro do ano passado, após muita pressão de adeptos e até de atletas, como o futebolista argentino Lionel Messi, que 'ameaçou' sair no verão de 2020.

Antes, também Sandro Rosell tinha estado a contas com a justiça, tendo sido detido, por 643 dias, após ter estado envolvido no processo de apropriação indevida de fundos relativos à transferência de Neymar do Santos para Espanha, tendo sido absolvido.

(Notícia atualizada às 14:32)

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