São esperados 2.500 portugueses no Qatar durante o Mundial, um "número sujeito a atualizações", de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em resposta enviada ao SAPO24.

Quem vai viajar para o pequeno país da Península Arábica, um dos mais ricos do mundo, saiba que precisa, além do passaporte, de um smartphone. Isto porque, explica o ministério, é necessário o registo na aplicação Hayya. "Esta é uma forma de identificação como espetador, que é imprescindível para entrar no Qatar a partir de 1 de novembro de 2022, mesmo que não tencione assistir a um jogo do Campeonato do Mundo", pode ler-se ainda no portal das Comunidades Portuguesas.

Precisa de teste Covid-19 para entrar no Qatar? Não, deixou de ser obrigatório, desde 1 de novembro de 2022, a apresentação de certificados de teste PCR/antigénio à chegada ao Qatar. E de seguro de saúde? "É recomendado, mas não obrigatório", responde o MNE. "O Qatar oferece cuidados de urgência gratuitos (no Hamad Medical Center) para os portadores de Hayya Card", explicam.

Não viaje sem ter alojamento garantido, essa é uma condição obrigatória para entrar no país. De acordo com a página do portal das Comunidades, que, segundo o MNE agrega "a informação relativa a conselhos aos viajantes", "se planeia permanecer no Qatar por mais de 24 horas, terá de ter a sua reserva de alojamento validada durante a instalação da aplicação Hayya".

Entre as recomendações, estão ainda duas outras relacionadas com o consumo de bebidas alcoólicas e com a "extrema prudência aos peões no atravessamento de ruas e avenidas".

A aplicação Hayya dá acesso gratuito aos transportes públicos nos dias de jogo, incluindo autocarro, metro e elétrico, mas caso decida viajar de carro há regras a ter em conta. "O condutor e o passageiro do banco da frente devem usar sempre o cinto de segurança; não deve utilizar telemóvel enquanto conduz, mesmo pequenas expressões de 'raiva na estrada', como gestos grosseiros, podem atrair penalidades significativas. Os infratores podem ser multados, presos e/ou deportados, estes podem ser proibido de sair do país até que o seu caso seja resolvido. Os casos mais graves podem demorar até seis meses a serem objeto de decisão", é listado.

Conduzir sob a influência do álcool é punível com uma pena de prisão que pode ir de um mês a três anos, e com uma multa que pode variar entre QAR10.000 (cerca de 2.600 euros) a QAR50.000 (cerca de 13.200 euros), ou ambas.

Relativamente ao consumo de álcool, segundo o portal das Comunidades, este só estará disponível aos visitantes em restaurantes e bares de hotéis licenciados, sendo que idade legal para beber no Qatar é de 21 anos. É um delito beber álcool ou estar embriagado num local público.

O portal das Comunidades recomenda ainda aos viajantes que se ausentem de Portugal "o registo das suas viagens através da aplicação Registo Viajante, sendo este voluntário e gratuito, facilitando a ação das autoridades portuguesas perante a ocorrência de eventuais situações de emergência com cidadãos nacionais no estrangeiro".

A comunidade portuguesa no Qatar é constituída por 1400 residentes, números do ministério dos Negócios Estrangeiros, a sua maioria "população jovem e com formação superior", que "trabalha em setores como os transportes aéreos, desporto, audiovisual, hotelaria ou arquitetura/construção".

Portugal inicia a preparação para o Mundial2022, que inclui um jogo com a Nigéria, de José Peseiro, a 17 de novembro, no Estádio José Alvalade, em Lisboa. A comitiva lusa viaja para o Qatar no dia seguinte.

A turma de Fernando Santos estreia-se a 24 de novembro, frente ao Gana, jogando depois a 28, com os uruguaios, e fechando a fase de grupos a 2 de dezembro, face aos sul-coreanos, comandados pelo português Paulo Bento.

O Mundial2022, o primeiro a disputar-se durante o inverno, tem início a 20 de novembro e a final está agendada para 18 de dezembro.

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