Ajoelhar durante o hino nacional como forma de protesto contra a violência policial e a desigualdade social e racial nos EUA partiu de Colin Kaepernick. O ato, criticado duramente pelo presidente dos Estados Unidos da América, gerou polémica e desde 2016 que atleta está arredado dos campos de futebol americano.

No entanto, na última sexta-feira, 15 de fevereiro, ficou a saber-se que Kaepernick e Eric Reid, que também protestou desta forma, retiraram as queixas em tribunal contra a Liga norte-americana (NFL) e vão ser indemnizados por aquela organização.

Os termos do acordo não são conhecidos, mas a imprensa especializada nos Estados Unidos avançou que a NFL acordou pagar entre 70 a 80 milhões de dólares aos jogadores. Kaepernick e Reid alegavam ter sido afastados da atividade por causa dos protestos, quando ambos representavam os San Francisco 49ers.

“Não me vou levantar para saudar uma bandeira de um país que oprime os negros e as pessoas de cor”, afirmou, na altura, o quarterback Kaepernick. E enquanto Kaepernick não joga desde 2016, Eric Reid falhou três jogos na última época, antes de se mudar para os Carolina Panthers.

Os dois jogadores não foram os únicos a optar por esta forma de protesto. Em 2017, vários outros atletas da NFL ajoelharam-se durante o hino norte-americano, iniciativa que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a pedir aos adeptos para deixarem de comparecer em jogos onde o protesto aconteça.

Agora, em entrevista à CNN no sábado, o advogado de Colin Kaepernick, Mark Geragos, disse que o atleta de 31 anos "quer absolutamente jogar" e que está em forma e pronto para regressar ao campo.

Segundo Mark Geragos, os Carolina Panthers seriam um "lugar natural" para Kaepernick, uma vez que assinaram com Eric Reid na última época e o seu quarterback, Cam Newton, será submetido a cirurgia esta época.

Mas o advogado vai mais longe: "Vão ver... dentro das próximas duas semanas alguém se vai chegar à frente e fazer a coisa certa, e se me perguntam quem? Além dos Panthers, não me surpreenderia se Bob Kraft [dono dos New England Patriots] avançasse".

Todavia, e como refere o The Guardian, os Patriots podem não parecer um "lugar natural" para Colin Kaepernick, já que o treinador da equipa, Bill Belichick, e o quarterback principal, Tom Brady, ambos têm ligações a Donald Trump. O primeiro integra o grupo de conselheiros do Presidente para as áreas do desporto, fitness e nutrição; e o segundo apoiou Donald Trump pelo menos no início da sua campanha presidencial. Por outro lado, Bob Kraft é conhecido por ser uma voz de conciliação dentro da NFL e por se bater pela justiça social, um tema querido de Kaepernick.

Até ao momento nenhuma das equipas reagiu aos comentários do advogado do jogador.

Colin Kaepernick fará 32 anos em novembro, mas comparado a quarterbacks como Tom Brady, de 41 anos, Drew Brees, de 40 anos, ou Philip Rivers, de 37 anos, este ainda tem alguns anos pela frente como atleta profissional.

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