"Marcel Keizer cumpriu a sua missão, num ambiente difícil, conseguiu vencer dois títulos importantes [Taça da Liga e Taça de Portugal], o último com valor simbólico para o Sporting e tínhamos a expectativa de continuar a crescer, mas a derrota na Supertaça, para mim, marcou muito e a confiança de Keizer baixou e isso sentiu-se a passar ao grupo", justificou, em entrevista à Sporting TV, que assinalou também o primeiro ano de mandato como presidente do clube.

Para Frederico Varandas, o que se sentia "é que o Sporting podia fazer um jogo muito bom, mas também um muito mau: não sentíamos a equipa com confiança", negando que a decisão da saída do técnico holandês tenha tido que ver "exclusivamente com o resultado do jogo com o Rio Ave (derrota caseira por 3-2, no sábado, na quarta jornada da I Liga).

"Foi uma decisão ponderada, a partir sobretudo de 4 de agosto", data da disputa da Supertaça, reforçou.

Marcel Keizer esteve 10 meses no comando técnico dos 'leões' e saiu na terça-feira, tendo sido substituído interinamente por Leonel Pontes, até agora treinador dos sub-23 do Sporting, mas o líder 'leonino' traçou já o perfil do "futuro" técnico: "que não tenha medo de apostar na formação, esse vai ser o futuro do Sporting, tem que ser competente e ter resultados."

"Se o Leonel Pontes está a prazo? Não tem prazo, tem uma tarefa e, depois, estaremos cá para ver a evolução, mas não há um 'timing' para encontrar um novo treinador. Ele não foi escolhido para treinador dos sub-23 por acaso", disse, frisando a vasta experiência no Sporting, na formação ou até na seleção nacional.

Varandas sublinhou que Pontes conhece os plantéis das duas equipas, "conhece as rotinas da equipa A, é um homem da casa, conhece os diversos departamentos do Sporting e é importante ter um treinador português, como era em novembro [de 2018, quando foi contratado Marcel Keizer], mas muitas vezes não se consegue o que se quer e não ter estabilidade afasta" algumas pessoas.

Frederico Varandas disse ainda que, independentemente do treinador, o Sporting não abdica do seu projeto.

"Não é o treinador que define a estratégia e o rumo: aposta forte na formação com recurso a contratações cirúrgicas fora. Esta é nossa linha e a estrutura, que é altamente profissional, está montada, independentemente de quem vier", disse.

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