As medalhas de bronze de Miguel Monteiro (lançamento do peso) e Norberto Mourão (canoagem) saldam a participação da missão portuguesa nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, uma edição a que se soma os 23 diplomas alcançados, 17 dos quais Olímpicos.

Foi a edição menos medalhada desde a estreia nas subidas ao pódio, em Nova Iorque 1984, ano da segunda participação portuguesa nos Jogos depois da estreia na Suécia, em 1972.

O contrato-programa de preparação para os Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, celebrado entre o Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e o Governo, tinha traçado a meta de quatro medalhas e 22 diplomas a troco de 6.1 milhões de euros. Um objetivo medalhístico não alcançado e longe do sonho perspetivado pelo primeiro-ministro. António Costa, na partida da comitiva para Tóquio, motivado pela excelência de resultados nos Jogos Olímpicos, pediu a medalha 100 aos atletas paralímpicos.

Em 11 participações nos Jogos Paralímpicos, Portugal soma 94 medalhas. Às 25 de ouro, 30 de prata, acrescentou duas de bronze e passa a contabilizar 39.

O atletismo (54) adiciona mais um metal precioso à sua contabilidade de líder das conquistas. A canoagem, modalidade em estreia, estreou-se ela mesmo neste particular. No boccia, segunda modalidade que mais contribuiu até Tóquio no içar a bandeira (26), os 10 atletas fecharam a participação sem medalhas nos torneios individuais e coletivos, facto que aconteceu pela primeira vez desde a edição de estreia, em 1984.

Portugal foi 26º em três Jogos no século XX

Na análise do “medalheiro” de Tóquio 2020, lista que valoriza as medalhas de ouro, no Japão, a China volta a liderar esta “competição”. 207 medalhas, repartidas por 96 de ouro, 60 de prata e 51 de bronze. Ao pódio subiu também a Grã-Bretanha, 124 medalhas (41+38+45) e Estados Unidos da América, 104 (37+36+31).

No ranking da soma de todas as medalhas, os EUA caem uma posição por troca com a Rússia (118). A competir sob o nome e bandeira do Comité Paralímpico da Rússia e com o acrónimo RPC, ao som de um concerto para piano de Tchaikovsky em vez do hino nacional da Rússia, os atletas russos conquistaram 118 medalhas divididas por 36 de ouro, 33 de prata e 49 de bronze.

Recorde-se que a Rússia, uma das grandes potências do desporto paralímpico foi banida e não participou nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 devido à existência de um esquema de dopagem na Rússia com apoio estatal revelado no relatório McLaren nas vésperas da competição que teve lugar no Brasil.

No século XXI, o Império do Meio mantém a liderança do metal precioso de cor dourada. Rio 2016 (239 medalhas, 107 de ouro), Londres 2012 (231, 91), Pequim 2008 (211, 89) e Atenas 2004 (141, 65). Quatro anos antes, Sydney 2000, ocupou o 6º lugar, colocando 34 medalhas de ouro ao peito.

Em Tóquio 2020, Portugal terminou no 77º lugar entre 86 países, subindo uns degraus no ranking (63º) que contabiliza o total de medalhas conquistadas durante as competições. Comparativamente ao Rio 2016, Portugal (73º, fruto de 4 medalhas de bronze) desce 4 lugares. Em Londres 2012, ocupou 63º da hierarquia, sem qualquer ouro (1 de prata e duas de bronze) foi 42º (1 medalha de ouro), Pequim 2008 e 41º (2), em Antenas 2004.

Na Austrália, a comitiva lusa atingiu o 26º lugar do ranking (seis de ouro), num total de 16 medalhas conquistadas. Exatamente o mesmo posto e as mesmas medalhas douradas alcançadas quatro anos antes, Atlanta 1996. Como nota de curiosidade, em Seul 1988 terminou em 29º e em Nova Iorque 1984, na estreia das medalhas, fechou a participação em 26º (4 de ouro) em 43 países.

Caixa: Histórico das medalhas de Portugal nos Jogos Paralímpicos 

  • 94 medalhas
  • 25 medalhas de ouro
  • 30 medalhas de prata
  • 39 medalhas de bronze

Medalhas por modalidades

  • Atletismo - 54
  • Boccia - 26
  • Natação - 9
  • Ciclismo - 2
  • Futebol - 1
  • Ténis de Mesa – 1
  • Canoagem - 1

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