Arrancam hoje os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Oito equipas lutam pela passagem à fase seguinte da competição, com o pensamento na final de Madrid, no Wanda Metropolitano, estádio do Atlético de Madrid.

O SAPO24, tendo por base os dados e estatísticas recolhidas pela OPTA, faz a leitura das equipas que vão a jogo na Liga dos Campeões (competição transmitida pela Eleven Sports).

Comecemos pela equipa portuguesa em prova. Ainda está fresco na memória de jogadores e adeptos portistas a pesada derrota (0-5) imposta pelo Liverpool no Dragão, em partida dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Saltamos uma etapa, e um ano, e a equipa liderada por Sérgio Conceição defronta hoje, em Anfield Road, o Liverpool, agora em jogo da 1ª mão dos quartos-de-final da mais importante competição de clubes.

Se olharmos para as estatísticas, o Liverpool é, até à data, a “ovelha negra” dos Dragões. Em seis jogos, três vitórias para os britânicos e três empates.

Um dado a merecer atenção à defesa portista. Este ano, o Liverpool fez os 12 remates certeiros que contabiliza na prova dentro da área, sendo, a única equipa, das que se mantêm em prova, sem nenhum golo de fora da área. Curiosamente, os azuis e brancos sofreram todos os nove tentos em resultado de remates dentro do retângulo onde manda Casillas, Pepe e companhia.

Virando o jogo para o ataque, sabe-se que a última vez que os portistas venceram fora de portas na Champions na fase a eliminar foi 2004, na Corunha, partida das meias-finais, com José Mourinho sentado no banco. De lá para cá, 12 jogos, zero vitórias.

Na linha da frente dos Dragões, se Marega for hoje feliz na concretização, marcando, assim, de forma consecutiva em sete jogos, iguala um feito anteriormente alcançado por Cristiano Ronaldo, o uruguaio, Edison Cavani e o holandês Ruud Van Nistelrooy.

Sadio Mané, avançado da formação liderada por Jürgen Klopp, que contabiliza 13 golos (em 9 jogos) nesta fase da competição, poderá chegar ao 20º jogo na prova. Como dado comparativo, apenas cinco jogadores marcaram 13 golos nas suas primeiras 20 presenças: Alessandro Del Piero (14), Ruud Van Nistelrooy (16), Andriy Shevchenko (14), Jari Litmanen (14) e Roberto Soldado (16).

A primeira vez de Tottenham-Manchester City

Tottenham e Manchester City, velhos conhecidos de embates em terras de Sua Majestade onde já se defrontaram por 157 vezes, entram, ao mesmo tempo, em campo, pela primeira vez em competições da UEFA

A nível doméstico, o City, de Guardiola venceu 11 dos últimos 16 confrontos (1 empate e 4 derrotas), frente aos Spurs de Pochettino, equipa que chega pela segunda vez na história a esta fase da Liga dos Campeões.

Se o Tottenham não foi feliz da última vez que defrontou uma equipa inglesa nas competições da UEFA (perdeu diante o Liverpool, abril de 1973, nas meias finais da Taça UEFA), o mesmo se poderá dizer dos Cityzens: perdeu os dois jogos em 1970-1971, com o Chelsea (Taça das Taças) e no ano passado, diante o Liverpool (Liga dos Campeões) foi derrotado em ambas as partidas.

Pep Guardiola soma 26 vitórias em 52 jogos a eliminar na Champions, estando a um de igualar Alex Ferguson, José Mourinho e Carlo Ancelotti, todos com 27 vitórias no curriculum.

Harry Kane, avançado do Tottenham marcou 14 golos em 17 presenças na Champions, o que dá uma bola na rede a cada 106 minutos, o melhor rácio de qualquer inglês com pelo menos 200 minutos jogados na prova. Do lado do City, o alemão Leroy Sané, marcou 4 golos nos últimos três jogos.

A vecchia signora vs os bebés de Amesterdão

Amanhã, Ajax e Juventus defrontam-se pela nona vez na prova. 2004 foi o ano do último embate, sendo que a última vez que o Ajax venceu a equipa transalpina foi na final da Taça dos Campeões Europeus em 1973, em Belgrado, por 1-0.

A Juventus não perde com o Ajax há nove jogos em provas da UEFA (5 vitórias e 4 empates), onde se inclui o empate na final da Champions em 96, que os italianos acabariam por vencer na marcação de grandes penalidades.

A Juventus chega aos quartos pelo terceiro ano seguido, sendo o seu segundo melhor registo depois das quatro presenças consecutivas entre 1996 e 1999.

Para Cristiano Ronaldo, a formação holandesa tem sido um alvo apetecível. Marcou sete golos nos últimos quatro jogos frente aos bebés de Amesterdão, com destaque para o hat-trick ao serviço do Real Madrid, na sua última visita aos Países Baixos. Só Bayern e Juventus sentiram em maior número na pele a pontaria certeira de CR7.

créditos: OLAF KRAAK/EPA

Tadic, médio sérvio do Ajaz, tem estado em destaque no capítulo da concretização. Soma 6 golos, os mesmos que Marega, menos dois do que os líderes dos goleadores desta edição, Messi e Lewandowski.

Manchester United-Barcelona: o amor de Messi pelas equipas inglesas

Em 2011, Barcelona e Manchester United defrontaram-se, em Wembley, para a final da Liga dos Campeões. A equipa blaugrana venceu por 3-1. Desde então os dois emblemas não voltariam a encontrar-se na mais importante competição de clubes.

Os Red Devils gozam de nunca ter perdido em casa em jogos europeus com o Barcelona (2 vitórias e 2 empates), tendo o último confronto em Old Trafford ocorrido nas meias da Champions na época de 2007/2008, em que venceram por 1-0.

Se o Barcelona marca presença pela 17ª vez nos quartos-de-final (igualando o Bayern), sendo a 12ª vez seguida, um recorde absoluto, o United ganhou apenas dois dos últimos 11 jogos a eliminar na prova (2 vitórias, 3 empates e 6 derrotas).

Se Ronaldo gosta de marcar ao Ajax, Messi tem uma queda especial para marcar a equipas inglesas: 22 golos em 30 jogos, um feito que mais ninguém se pode gabar.

E para a Inglaterra, das equipas espanholas “nem bom vento, nem bom casamento”. Desde que o Chelsea eliminou o Barcelona nas meias em 2011-12, as equipas inglesas perderam 11 das 10 vezes que enfrentaram emblemas espanhóis em eliminatórias da Champions. Exceção feita ao Leicester que eliminou o Sevilha nos oitavos em 2016-17.

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