Os quartos de final de 1994/95, 2005/06, 2011/12 e 2015/16 e os ‘oitavos’ de 2016/17 são exceções entre uma maioria de eliminações, duas delas sem direito a ‘desvio’ para a Liga Europa, em 2014/15 e 2017/18, época em que os ‘encarnados’ foram a pior equipa da prova, com zero pontos e 1-14 em golos.

Sob o comando de Bruno Lage, que a época passada já recebeu a equipa na Liga Europa, os ‘encarnados’ terão de ficar à frente de dois dos seus três adversários (os russos do Zenit, os franceses do Lyon e os alemães do Leipzig), sendo que nenhum é ‘tubarão’, mas todos são potenciais candidatos ao apuramento.

O sorteio colocou o Benfica junto ao único oponente ‘batível’ do Pote 1, o Zenit, mas, depois, ‘atraiçoou’ os detentores do título nacional, ao ‘brindá-los’ com o Lyon, num Pote 3 que tinha Club Brugge ou Dínamo Zagreb, e, ainda pior, o Leipzig, do 4, onde ‘moravam’ Genk, Galatasaray, Slavia Praga ou Estrela Vermelha.

A tarefa dos ‘encarnados’, apenas terceiros nas apostas no que respeita ao apuramento, atrás de germânicos e gauleses – na ordem inversa aos potes -, parece, assim, complicada, num grupo que se avizinha equilibrado.

Do seu lado, o Benfica tem a experiência das nove anteriores participações consecutivas, desde 2010/11, mas, para ter reais hipóteses, terá de enfrentar a prova com os melhores, com todas as consequências que isso possa ter a nível de campeonato.

Com todos os seus adversários internos ‘desterrados’ na Liga Europa, os ‘encarnados’ têm também sobre os ombros a defesa da ‘honra’ lusa na prova – já não havia só um representante português na fase de grupos desde 2009/10.

O objetivo só pode ser chegar aos ‘oitavos’ - e não apenas ‘resvalar’, como terceiro do seu grupo, para a Liga Europa -, sendo que, teoricamente, o Leipzig afigura-se como o adversário mais perigoso, sendo também o primeiro.

O conjunto fundado em 2009 e patrocinado pela Red Bull tem nas suas fileiras vários internacionais germânicos, entre os quais três titulares no último jogo da ‘Mannschaft’, os laterais Klostermann e Halstenberg e o avançado Timo Werner, que começou a época com acentuada veia goleadora.

O médio austríaco Marcel Sabitzer, o estratega sueco Emil Forsberg e o avançado dinamarquês Yussuf Polsen são outras das ‘estrelas’ do ‘onze’ de Julian Nagelsmann, que arrancou a temporada 2019/20 com quatro triunfos.

Terceiro classificado no campeonato gaulês de 2018/19, atrás de Paris Saint-Germain e Lille, o Lyon é outro oponente de peso, face, igualmente, a um plantel com jogadores de qualidade, que inclui o guarda-redes internacional luso Anthony Lopes.

O avançado holandês Memphis Depay, o médio gaulês Houssem Aouar, o também centrocampista brasileiro Thiago Mendes, ex-Lille, e o defesa dinamarquês Joaquim Andersen, contratado à Sampdoria, são algumas das referências do conjunto gaulês, agora treinador pelo técnico ‘canarinho’ Silvinho.

Por seu lado, o Zenit, cabeça de série no sorteio na qualidade de campeão russo em título, assenta numa série de jogadores muito experientes, todos ‘trintões’, casos do sérvio Ivanovic, que roubou a Liga Europa ao Benfica em 2012/13, do ucraniano Rakitskiy e dos russos Smolnikov, Zhirkov ou Dzyuba, o ‘gigante’.

O brasileiro Malcom, contratado ao FC Barcelona por 40 milhões de euros, é outro dos ‘perigos’ do ‘onze’ de Sergei Semak, tal como Erokhin ou o iraniano Sardar Azmoun.

O Benfica abre a prova na receção ao Leipzig, na terça-feira, depois, em 02 de outubro, desloca-se à Rússia, cumprindo ainda no próximo mês, em 23, o primeiro de dois jogos seguidos com o Lyon, na Luz. O jogo em França é em 5 de novembro.

Na quinta ronda, os ‘encarnados’ jogam em Leipzig, pela primeira vez na sua história, e, em 10 de dezembro, encerram a sua participação no Grupo G em casa, face ao Zenit.

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