"O comunicado do Conselho Diretivo do dia de hoje assume um verdadeiro golpe de Estado. As deliberações alegadamente adoptadas pelo Conselho Diretivo não têm qualquer previsão estatutária. Com elas, o Conselho Diretivo procura substituir, sem qualquer base legal ou estatutária, os órgãos sociais responsáveis por representar os sócios e fiscalizar a atuação do Conselho Diretivo", pode ler-se na nota assinada por Jaime Marta Soares.

De acordo com Marta Soares, "este Conselho procura também impedir os sócios de exprimirem livremente a sua vontade através dos meios e formas estatutariamente previstos. Trata-se de uma violação grosseira das disposições estatutárias e dos princípios democráticos e de separação de poderes em que assentam esses estatutos e que fazem parte integrante da identidade do Sporting Clube de Portugal".

Alegando que o comportamento mais recente do CD ultrapassa "fronteiras legais gravíssimas e de forma nunca vista até hoje no clube, constituindo uma ameaça existencial ao mesmo", o presidente da MAG 'leonina' refere que, "neste contexto, torna-se necessário, urgente e imperioso agir legal e judicialmente de forma a repor a legalidade no clube e permitir aos sócios exprimir a sua vontade em total liberdade".

"Informamos, desde já, que na próxima terça-feira, dia 05 de Junho, a Mesa da Assembleia Geral irá, em conjunto com a Comissão de Fiscalização entretanto nomeada, realizar uma conferência de imprensa em que comunicará todos passos jurídicos adotados para por fim à situação de grave ilegalidade criada pelo Conselho Diretivo e permitir aos Sócios decidir o futuro do clube",acrescenta a nota.

Jaime Marta Soares reforça que "a Mesa da Assembleia Geral se mantém em plenitude de funções, quer porque o seu presidente não concretizou o seu pedido de renúncia perante o presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar (circunstância já confirmada por este), quer porque, mesmo que tal tivesse acontecido, a Mesa da Assembleia Geral, ao abrigo dos artigos 37º n.º3 e 39º n.º3 dos Estatutos, permanece sempre em funções até à tomada de posse dos sucessores eleitos nos termos estatutários após eleições convocadas pela própria Mesa da Assembleia Geral".

A concluir, a MAG "solicita às autoridades públicas que, atendendo à gravidade dos comportamentos em causa e que envolvem uma instituição de utilidade pública, tomem todas as medidas necessárias e exigíveis no quadro das suas competências".

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