Naquele que foi o jogo 935 da sua carreira, José Mourinho perdeu. 3-0 em casa do RB Leizpzig, na segunda-mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, falhando assim a reviravolta na eliminatória e sofrendo a pior derrota da carreira na Champions, apenas equivalente à derrota por 4-1 diante do Borussia Dortmund, quando treinava o Real Madrid.

Por que é que isto é importante? Porque a derrota na Alemanha foi o sexto jogo sem ganhar do Tottenham, numa série que contabiliza dois empates e quatro derrotas. Os empates foram nos dois últimos jogos em Inglaterra, um diante do Norwich (1-1) a contar para a Taça de Inglaterra, e que terminou no desempate em grandes penalidades que permitiu aos Canários marcar encontro com o Manchester United na competição, o outro frente ao Burnley (1-1), a contar para o campeonato.

Já as derrotas aconteceram aos pés do Chelsea,  Wolverhampton e duas vezes diante do Leipzig. No total, 11 golos sofridos contra cinco marcados, um oitavo lugar na Premier League, a quatro pontos do lugar que dá acesso à Liga Europa e a 41 do primeiro classificado, uma eliminação de uma competição interna e a eliminação do vice-campeão europeu da Liga dos Campeões.

No final do jogo desta terça-feira, o treinador do português assumiu os problemas mais do que evidentes. "Não somos sequer uma equipa, somos um grupo de jogadores que estão disponíveis para jogar e tentar construir uma equipa”, disse, queixando-se das sucessivas lesões na sua equipa – das quais se destacam as de Harry Kane, Son Heung-min e Steven Bergwijn - que o deixaram sem alguns dos melhores atletas, ausências que se têm traduzido, a cada jogo, numa incapacidade ofensiva a olhos vistos.

“Não temos avançados e não causamos danos aos adversários. É tão simples quanto isso. Os nossos oponentes sentem-se muito confortáveis em atacar-nos, sabem que não conseguimos causar-lhes perigo”, lamentou.

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Fora da luta por qualquer título, José Mourinho tem de conseguir a reviravolta que nunca conseguiu em eliminatórias da Liga dos Campeões na sua carreira. Depois da pior série da carreira, da eliminação de todas as competições e de estar numa posição delicada na liga inglesa, o português terá de puxar dos galões à sua alcunha de batismo na chegada a Inglaterra e fazer algo verdadeiramente especial para dar ao Tottenham um final de época digno e prepará-lo para um próxima temporada vitoriosa.

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