O atual sexto classificado da hierarquia mundial declarou que “a justiça falou” e, portanto, o número um mundial tem “todo o direito a participar” no primeiro torneio ‘Grand Slam’ da época, o qual venceu por nove ocasiões, incluindo as três últimas edições.

“Parece-me perfeito que Djokovic possa competir. Parece-me o correto. A justiça tem de falar neste caso e eu sou sempre um defensor da justiça. Montou-se um circo com muitas histórias, mas, aparte o que possa estar em desacordo com Djokovic, a justiça falou e ele tem direito a participar”, disse, em declarações a um programa de uma rádio espanhola.

Nadal, que partilha com Djokovic e o suíço Roger Federer o recorde de 20 títulos de ‘Grand Slam’, admitiu que, “a nível pessoal”, seria preferível que o sérvio não jogasse.

“Mas, no fim, a realidade é que o desporto é desporto e há muitos interesses que se movem à sua volta. Tudo é muito melhor quando os melhores podem estar a jogar”, afirmou.

Um tribunal australiano ordenou hoje a libertação de Djokovic, retido desde quinta-feira num centro de detenção em Melbourne, após o seu visto ter sido revogado, por não estar vacinado contra o vírus que provoca a covid-19.

O juiz Anthony Kelly ordenou ao Governo australiano que ordene a libertação, a devolução do passaporte e bens pessoais do sérvio, bem como o pagamento das despesas legais de Djokovic, que aterrou no aeroporto de Melbourne na quarta-feira à noite.

Após a chegada, as autoridades de imigração revogaram o visto por, alegadamente, não ter cumprido os requisitos de entrada que procuram prevenir a propagação da covid-19 no país, apesar de uma isenção médica que lhe permitia entrar no país sem vacinação.

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