39 medalhas de ouro, 41 de prata e 33 de bronze. No total, 113 medalhas conquistadas, 113 vezes hasteada a bandeira das 50 estrelas e 39 vezes cantado o "The Star-Spangled Banner", o hino dos EUA, o país mais medalhado dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Uma subida ao mais alto lugar nas medalhas de ouro no último dia da competição depois da República Popular da China ter liderado até então a contabilidade olímpica em relação ao metal mais precioso ao peito. A totalidade, essa, pendeu sempre ao longo da competição para o país de Joe Biden.

Em 29 edições de Jogos Olímpicos, o “Team USA” subiu ao pedestal por 18 vezes. Nas cinco edições anteriores Sydney 2000, Atenas 2004, Londres 2012, Rio de Janeiro 2016, somente em Pequim 2008, não atingiu o cume medalhístico. O lugar foi ocupado pelo país organizador, a China.

O poder asiático e a superação nipónica

O Império do Meio, a China de Xi Jinping conseguiu nos JO organizados pelo vizinho Japão 38 medalhas de ouro, 32 de prata e 18 de bronze, totalizando 88 fitas penduradas no pescoço dos atletas. O número confere-lhe o segundo lugar dos países mais medalhados e uma subida de um degrau em relação aos últimos Jogos, Rio 2016 (26 medalhas de ouro, num total de 70).

"A nossa equipa, quando vai para qualquer competição no estrangeiro, quer mostrar a força da China”, relembrou Wang Zhouyu, vencedora (87 kg) no halterofilismo deixando escapar a afirmação de soberania através do Desporto.

Os 27 ouros conquistados por atletas nipónicos e as 58 medalhas (além do ouro, somou 14 de prata e 15 de bronze) colocam o país do Sol Nascente no lado direito do pódio (para quem vê de frente) e lado esquerdo do 1º lugar. Fecham o pódio e terminam em 5º na contabilidade geral.

Mais importante. Os números alcançados pelo Japão nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 constituem um recorde para a nação. As 27 medalhas de ouro e 58 no total, ultrapassaram Atenas 2004 em ambas as classificações (16 e 37, respetivamente) e aproximaram-se das previsões iniciais da empresa de dados, Gracenote, que previu 60 medalhas.

Um feito que pode servir de escudo às críticas sentidas pela organização dos Jogos num ambiente pandémico. "Acreditamos que as performances dos nossos atletas mexeram com as pessoas”, afirmou à imprensa Tsuyoshi Fukui, chefe de missão da equipa japonesa. Antes do arranque dos JO, a 23 de julho, a “maior preocupação” era que o povo japonês olhasse para o evento “como desnecessário”, acrescentou Mitsugi Ogata. “Creio que gradualmente ganhámos a compreensão do povo”, disse em conferência de imprensa vice-presidente da Missão.

A Grã-Bretanha, a segunda nação no pódio do Rio 2016 (27 de ouro, num total de 67), totaliza menos duas (65) e perdeu 5 de ouro (22), fechou a participação olímpica em 4º lugar quer na hierarquia do ouro, quer no ranking da totalidade. Por último, o Comité Olímpico Russo, 71 medalhas (20+28+23), encerra o top-5, ocupando o terceiro posto se olharmos para o critério da totalidade das medalhas conquistadas.

Melhor Portugal de sempre e uma Itália num ano de sonho

A Itália levou 40 medalhas (10 delas de ouro) de Tóquio 2020 e alcançou a melhor participação do país em Jogos Olímpicos. Um registo ao que poderá somar, a nível de competições desportivas, a vitória no Campeonato Europeu de futebol.

A participação da missão portuguesa foi igualmente a melhor. 4 medalhas. No historial de todas as participações olímpicas regista 28 medalhas, cinco de ouro, nove de prata e 14 de bronze.

Tóquio 2020 concedeu 339 títulos. 93 países levaram para casa pelo menos uma medalha. Botswana, Burkina Faso (Hugues Zango, no Triplo Salto masculino, prova que coroou Pedro Pablo Pichardo), Costa do Marfim, Gana, Granada, Kuwait, República da Moldava e Síria, todos de bronze, ocuparam o fim da tabela.

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