Voar a partir de quatro trampolins localizados em quatro cidades, duas alemãs e duas austríacas. O Torneio dos Quatro Trampolins (Four Hills Tournament), uma das mais antigas e importantes competições de saltos de esqui do mundo, desenrola-se, tal como o nome indica, em quatro provas realizadas em trampolins de duas cidades alemãs (Oberstdorf e Garmish-Partenkirchen), onde arranca o torneio, e duas cidades austríacas (Innsbruck e Bischofshofen), onde termina.

Durante 9 dias, de 29 dezembro a 6 de janeiro, os esquiadores lutam pelo troféu criado em 1953 e pela conquista da “Águia Dourada”, uma coroação que acontece no “Dia de Reis”.

Saindo de torres colocadas a mais de 40 metros de altura, deslizando por mais de 140 metros, em segundos, os homens voadores sobem aos céus, atingindo no ar mais de 90 km/h, velocidade de saída do trampolim, aterrando até 142 metros depois.

A prova que se assemelha à Liga dos Campeões em futebol desenrola-se debaixo do olhar atento dos 22 a 38 mil espetadores, capacidade dos estádios, e terá a transmissão em mais de 25 estações televisivas a nível mundial (em Portugal a competição será transmitida pelo Eurosport).

Do “mata-mata” à final. Um sistema onde os fracos podem surpreender os fortes

Envolvendo 50 esquiadores, a qualificação assume maior importância durante esta competição, ao contrário da Taça do Mundo de Esqui, uma vez que determina o emparelhamento de duelos para a primeira ronda. Os mais fortes defrontam os mais fracos, sendo o sistema de duelos “mata-mata” um dos grandes aliciantes deste torneio. Com ou sem surpresas nas eliminatórias, na passagem à final há ainda espaço para a repescagem dos cinco melhores - “Lucky loosers” – que têm a hipótese de se juntarem aos 25 vencedores dos duelos da primeira ronda. A final, com os 30 melhores em prova, processa-se de forma normal à semelhança das provas do campeonato.

No fim dos quatro eventos, com provas pontuáveis para a Taça do Mundo, o saltador com maior número de pontos reclama a vitória no torneio e tem o direito de erguer a “Águia Dourada”, o troféu dos Quatro Trampolins, e ganha o direito a um lugar na “galeria de imortais” do “Vierschanzentournee”.

Áustria e Finlândia dominadores no ar

Em mais de seis décadas de Torneio dos Quatro Trampolins, o alemão Sven Hannawald foi o único saltador a conseguir conquistar as quatro provas numa só edição. Foi em 2001-2002, nas celebrações do 50º aniversário da prova, e, curiosamente, foi última vez que a coanfitriã Alemanha ganhou o torneio.

Áustria e Finlândia são as duas nações com mais vencedores na competição, com 16 cada.

O finlandês Janne Ahonen é o saltador com maior número de troféus. O “Finnair Man” conquistou cinco, nas épocas 1998-1999, 2002-2003, 2004-2005, 2005-2006 e 2007-2008. O título de 2005-2006 foi partilhado com o checo Jakub Janda, uma vez que final dos oito saltos, ambos atletas somavam o mesmo número de pontos algo inédito em toda a história da competição.

Depois deste domínio finlandês, seguiu-se o austríaco com a maior série triunfal na história do torneio com sete vitórias consecutivas, de 2008-2009 até 2014-2015. A sequência foi interrompida, pelo esloveno Peter Prevc que viria igualmente a conquistar a Taça do Mundo.

Na época passada, o polaco Kamil Sotch triunfou na competição e é o segundo polaco a erguer o troféu depois de Adam Malysz em 2000-2001. Stoch, campeão em título, o austríaco Stefan Kraft e o norueguês Daniel Andre Tande são os grandes favoritos na corrida ao título desta temporada. Os alemães Richard Freitag e Andreas Wellinger, que ocupam as duas primeiras posições da classificação geral da Taça do Mundo, são as esperanças do país coorganizador. O japonês Noriaki Kasai, de 45 anos será, como vem sendo habitual, o saltador mais velho em competição.

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