“A Angélica André e o Tiago Campos, ambos olímpicos, procuram lugares nos 22 primeiros. O Diogo Cardoso e a Mafalda Rosa, que são mais jovens, vão lutar por boas classificações, claro, e por conseguirem enquadramento no projeto de preparação dos Jogos Paris2024”, disse o diretor técnico nacional para as águas abertas à agência Lusa.

Daniel Viegas lembrou que a modalidade terá “em pouco mais de um mês dois grandes momentos competitivos”, uma vez que após os Mundiais, nos quais as provas de águas abertas vão decorrer entre hoje e quinta-feira, se vão disputar os Europeus, previstos para agosto, em Roma.

O responsável garantiu que, apesar dos Mundiais terem sido calendarizados apenas no início deste ano, as duas provas estão inseridas na dinâmica competitiva e que Portugal deverá marcar presença em ambas.

O diretor técnico da Federação Portuguesa de Natação (FPN) afirmou que nos Mundiais de águas abertas torna-se mais fácil obter melhores classificações do que em Europeus, e assim entrar nos projetos olímpicos.

Com parte da elite da modalidade na Europa, cada país pode estar representado por três atletas nas competições continentais, nas quais, explicou, “os critérios são mais apertados”, enquanto nos Mundiais cada nação pode estar representada por dois nadadores.

A olímpica Angélica André, que no final de maio foi 12.ª classificada na etapa de Setúbal da Taça do Mundo, e a jovem Mafalda Rosa, medalha de bronze no Campeonato da Europa de juniores, competem ambas na prova de 10 quilómetros, agendada para quarta-feira.

Na mesma data, o também olímpico Tiago Campos, 21.º na prova de Setúbal, e Diogo Cardoso, 34.º na mesma competição, disputam a prova dos 10 quilómetros masculina.

Nos Mundiais de Budapeste, evento no qual Portugal também esteve representado nas provas de natação pura e artística, as provas de águas abertas vão decorrer no Lago Lupa, que, de acordo com Daniel Viegas, “tem boas condições e água acima dos 20 graus”.

Agendada para o verão de 2021, a 19.ª edição dos Mundiais, que contempla, além das distâncias em piscina, provas em águas livres, saltos para a água, natação artística e polo aquático, foi reagendada para maio de 2022, face ao adiamento por um ano dos Jogos Olímpicos Tóquio2020.

No entanto, em fevereiro passado, a FINA voltou a adiar a competição, para julho de 2023, invocando novas vagas de casos de covid-19.

O novo adiamento da competição, que se disputa de dois em dois anos, obrigou a FINA a “empurrar” para janeiro de 2024 os Mundiais previstos para 2023 em Doha, o que, a acontecer, colocará pela primeira vez a competição em ano olímpico.

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