Wim Fissette explicou, em declarações à publicação alemã Der Spiegel, que a número dois mundial está “a usar o seu estatuto” enquanto estrela global para trazer atenção para problemas importantes.

A jogadora tinha explicado que as conferências após o jogo prejudicavam a sua saúde mental e, mesmo que saiba “que é importante falar á imprensa”, não faz o boicote “por si, mas por estar preocupada com assuntos fundamentais e querer mudanças”.

“Nos Estados Unidos, os atletas querem mais liberdade com a imprensa. Por isso, não são simplesmente ameaçados com uma sanção se não se sentirem bem”, acrescentou Fissette.

Naomi Osaka foi multada no domingo em 15.000 dólares (cerca de 12.000 euros) por não comparecer à conferência de imprensa em Roland Garros, e arrisca a exclusão do torneio francês se reincidir, informou a organização.

Ainda no comunicado, também subscrito pelas direções dos outros Grand Slam – Wimbledon, Open da Austrália e Open dos Estados Unidos -, a organização do torneio parisiense pediu à tenista para rever a sua posição e revelou ter tentado, sem sucesso, falar com Naomi Osaka sobre o tema da saúde mental.

“Não me vou sujeitar a pessoas que duvidam de mim. Já vi muitas vezes atletas irem-se abaixo, após uma conferência de imprensa a seguir a uma derrota. Penso que isso é como pontapear alguém que já está no chão, e não entendo a razão disso”, disse a quatro vezes campeã de torneios do Grand Slam, para justificar a sua decisão.

Osaka vai jogar contra Ana Bogdan, 102.ª jogadora mundial, na segunda ronda do ‘major’ francês.

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