Arsène Wenger vive dias verdadeiramente complicados em Londres. Pode até estar na mesma casa há duas décadas, mas parece que agora a corda da tolerância dos adeptos esgotou de vez: os resultados no campeonato assim o ditaram. A pesada derrota e uma paupérrima exibição frente ao Liverpool (4-0), a fraca movimentação no mercado de transferências e a mais que evidente falta de união do balneário dos evidenciada pelos gunners, o futuro não se avizinha risonho. Mais: o Arsenal está prestes a perder um dos seus melhores jogadores (Alexis Sanchez deverá rumar até ao Manchester City) segundo aquilo que a imprensa nglesa foi ditando durante toda esta quinta-feira.

A questão que agora se coloca é: serão os milhões do Emirates suficientes para fazer o prodígio francês mudar de ares? Será que o projeto será capaz de fazer com que o jovem troque os ares solarengos do principado do Mónaco para o tempo taciturno nublado de Londres? Ou, reformulando: terá Wenger finalmente coragem para gastar uma verba de dinheiro desta magnitude, tendo em conta as suas políticas de contratações que vincaram toda a sua carreira enquanto timoneiro dos arsenalistas? Não sabemos, mas a resposta deverá chegar em breve...

Mas quem é Lemar?

Nasceu em 1995, na ilha de Guadalupe, território francês, mas mudou-se para a solo gaulês em 2010 para as camadas jovens do Caen. Rapidamente subiu nos escalões de formação, chegando ao plantel sénior em 2013/2014, ano em que o clube conseguiu a promoção para a Ligue 1. Jogou pouco — meros sete encontros. (Quem jogou sempre foi… N’Golo Kante). Só que o melhor estava reservado para os próximos meses.

No ano seguinte, jogou mais regularmente e fez boas exibições, ajudando a que o Caen, juntamente com Kante, terminasse a época na 13ª posição e fizesse um campeonato tranquilo.

Tal feito não passou despercebido no verão de 2015. E a jogar daquela forma, nem podia ser de outra maneira. No entanto, os outros clubes que levaram os dois jogadores, pagaram preços bem diferentes dos que hoje ouvimos falar: Lemar saiu por 4 milhões para o Mónaco e Kanté por 9 milhões de euros para o Leicester.

Quando chegou ao Mónaco, Lemar assinou um contrato de cinco anos. “Thomas [Lemar] representa o futuro do futebol francês a este nível”, disse o vice-presidente do clube na altura de rubricar o contrato ao site oficial.

“Ele faz parte da mesma geração que Anthony Martial, está envolvido na selecção sub21 francesa e enquadra-se perfeitamente no nosso projeto”, assegurou em junho de 2015.

Passadas duas épocas ao serviço dos monegascos, aos 21 anos, é peça fundamental no esquema de Jardim, bem ali no corredor esquerdo. Em 2016/2017, fez 55 jogos oficiais e marcou 14 golos.

Utilizado maioritariamente como extremo, Lemar também é capaz de jogar mais livre partido da flanco esquerdo, fazendo uma ligação perfeita com Falcao e Mbappé (até estar confirmado no rival PSG) que lhe valeu o estatuto de rei das assistências da Ligue 1 na última temporada.

Segundo a Sky Sports, o jovem tem uma média de 2.2 passes chave por jogo — o 5º da liga — e 1.6 cruzamentos por jogo. Apesar de canhoto, consegue jogar com os dois pés com confiança. Tanto com e sem bola.

Tem muito talento, é novo e será certamente um valor a ter consideração no futebol francês no futuro — a par de Mbappé, Martial e outros. No entanto, a única incerteza é saber onde construir o resto da sua curta e promissora carreira: Será em Liverpool ou no Arsenal? Aceitam-se as apostas. Dinheiro, está visto que não é problema.

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