1.º passo: Aparecer no evento todo ‘amachucado’

O Vitória SC - Standard Liége começou muitas horas antes do apito inicial, com as notícias de confrontos entre os adeptos belgas e ingleses, estes que se encontravam também no Porto para assistir ao Sporting de Braga - Wolves.

O caso terminou com a detenção de um adepto britânico e a identificação de 16 belgas. À partida um prenúncio pouco amigável para o jogo do dia seguinte.

2.º passo: Levar tochas para a sessão

Estádio D. Afonso Henriques bem composto. 11.221 adeptos nas bancadas debaixo de uma chuva intensa e de um nevoeiro que se levantou depois de os adeptos da equipa visitante atirarem tochas para dentro de campo antes do apito inicial.

O jogo começou atrasado, devido à falta de visibilidade.

3.º passo: Contratar um fotógrafo

Aconteceu minutos antes do pontapé de saída - e das tochas -, os jogadores da formação belga agruparam-se e preparavam-se para tirar a fotografia habitual, mas nenhum fotógrafo apareceu. Carcela, antigo jogador do SL Benfica, nas imagens da SportTV, foi o mais descontente.

4.º passo: Enganar o fotógrafo

Num jogo repartido, o primeiro golo surge ao minuto 39 após grande penalidade assinalada na área vimaranense. Problema? A falta apitada não existe. É que Samuel Bastien, lançado no ataque por Lestienne, no momento em que divide a bola com Douglas, não é tocado pelo guardião brasileiro que desliza pela relva de mãos no ar declarando logo ali a sua inocência na queda de Bastien.

Indiferente aos protestos da equipa da casa, o árbitro Serhiy Boiko assinalou mesmo grande penalidade e Lestienne não se fez de esquisito e bateu o guarda-redes do Vitória.

5.º passo: Andar à bulha em frente à câmara (e não perceber o que aconteceu)

No minuto imediatamente a seguir ao golo, os jogadores de ambas as equipas estavam de sangue quente. Num lance dividido, Tapsoba atingiu na cara um jogador da formação belga, M’Poku, e de imediato Lastienne teve uma reação exagerada, fazendo frente ao jovem de 20 anos e chegando a colocar-lhe a mão no peito.

Caos instalado e no final o inusitado: cartão amarelo para Tapsoba… e Samuel Bastien, que tudo o que fez no meio da confusão foi evitar uma reação ainda mais exagerada do colega de equipa e uma possível expulsão.

6.º passo: Ficar mal e pedir, demasiadas vezes, para repetir a foto

O Vitória europeu que tinha impressionado nas primeiras quatro jornadas da Liga Europa não entrou em campo esta noite. Batalhador, sim, mas sem o bom futebol apresentado frente a Arsenal e Frankfurt, os pupilos de Ivo Vieira desta vez não foram perdulários, esbarraram sim numa exibição enorme do guarda-redes Bodart.

As oportunidades foram muitas e muitos foram os que tentaram, de Bruno Duarte a Sacko, mas só André Pereira, jogador emprestado pelo FC Porto, é que no momento anterior à ida para os balneários conseguiu restabelecer o marcador e a justiça na partida.

7.º passo: Revelar, queimar e reagendar

O empate caseiro, somado à derrota do Arsenal, no Emirates Stadium, aos pés do Eitrancht Frankfurt, impede que o Vitória passe à próxima fase da competição onde continua sem somar qualquer vitória. Depois de um jogo marcado por vários incidentes, de sangue quente e com pouco futebol, resta mandar o rolo fora e ir à Alemanha não só cumprir calendário, mas também tirar uma fotografia digna de recordar uma campanha europeia onde, apesar de não ter conseguido amealhar grandes pontos, os vimaranenses mostraram um projeto de bom futebol e de futuro.

Portanto, a todos os clubes que queiram ter jogos dignos de recordação, sejam eles derrotas ou vitórias, basta não repetir os pontos acima assinalados, sobretudo os dois primeiros, porque o futebol merece mais, muito mais.

créditos: FERNANDO VELUDO/ LUSA

Bitaites e postas de pescada

O que é que é isso, ó meu?

VAR, VAR, VAR, VAR, VAR, VAR. Talvez se continuarmos a repetir muitas vezes a UEFA finalmente perceba que a sua segunda maior competição de clubes mereça ter VAR. Pela justiça no jogo e para que lances como o da grande penalidade assinalada a favor do Standard Liége não voltem a acontecer.

Lucas Evangelista, a vantagem de ter duas pernas

Evangelizar, nos dias de hoje, parece ser uma missão difícil. O ceticismo em relação à religião é uma das características marcantes das novas gerações, mas se as pregações fossem como o futebol de Lucas, simples, bonito e eficaz, talvez fossem mais eficazes.

Fica na retina o bom jogador de futebol

O golo de André Pereira é a única fotografia do rolo que deve ser revelada. O jovem avançado português estreou-se a marcar em competições europeias, o que é motivo de recordação e de íman no frigorífico. Além disso, consegue-o numa boa jogada que começa em Sacko, que mete uma bola longa à entrada da área, a qual Evangelista amortece, de cabeça, para Pereira que, na cara do guarda-redes, não facilitou.

Nem com dois bilhetes entravam no estádio

A UEFA, no momento em que se reunir para decidir em relação à implementação do VAR na Liga Europa, pode aproveitar o momento para finalmente tomar medidas duras e concretas em relação às pessoas que fazem de uma espécie de apoio a um clube uma forma de violência. As imagens da cidade do Porto deviam envergonhar o clube, tal como as tochas lançadas antes do início do encontro que não tiveram nenhum objetivo mais do que perturbar a partida. Enquanto as instituições continuarem a ser permissivas com este tipo de comportamento animalesco, os estádios de futebol vão continuar a ser sítios em que as pessoas levantam as mãos umas às outras entre trocas de palavras grotescas, em vez de motivo de celebração.

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