“Os bancos portugueses têm a maior proporção de moratórias garantidas por crédito bruto nos bancos na análise, representando cerca de 22% do total bruto de crédito, seguidos pelos bancos na Irlanda (13%), Reino Unido (10%), e Itália e Espanha (9%)”, pode ler-se no relatório hoje divulgado.

O documento da DBRS dá ainda conta que “o maior uso das moratórias legais foi registado em Portugal (88% do total), Espanha (71%), Suécia (67%) e Itália (66%)”.

Em Portugal, os bancos analisados foram o BCP, o Banco Montepio e o Novo Banco.

Os bancos europeus analisados “garantiram cerca de 851 mil milhões de interrupções ou moratórias de pagamento no final de junho de 2020, o que representa cerca de 7% do agregado bruto de crédito nessa data”, diz a agência de notação financeira.

“Os bancos no Reino Unido e em Espanha tiveram a maior percentagem de moratórias garantidas em termos absolutos entre esses bancos [os 45 analisados], representando 29% e 22% do total das moratórias garantidas pelos bancos, respetivamente, seguidos pelos bancos de França e Itália”, pode também ler-se no documento.

A DBRS referiu também que o nível do aumento de moratórias “também pode estar correlacionada com o impacto da covid-19 no todo da economia dos países onde os bancos operam”.

“Como resultado, vemos que os bancos na Suécia, Alemanha, Finlândia e Países Baixos parecem ter providenciado uma proporção menor de moratórias de crédito comparando com bancos noutros países” mais afetados, segundo a DBRS.

No total dos 45 bancos analisados, “53% dos empréstimos com moratória foram garantidas às famílias (largamente a hipotecas), 45% a empresas não financeiras (25% para Pequenas e Médias Empresas e 20% para grandes empresas)”.

Já no impacto em transações financeiras estruturadas, Portugal também aparece, juntamente com a Itália e o Reino Unido, fazendo parte das “jurisdições com um maior número de moratórias de pagamento reportadas nas suas carteiras, todos com uma tomada acima de 10%”.

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