No dia em que quatro comercializadores avançaram com as condições para o carregamento rápido de veículos, cujo pagamento se inicia no próximo dia 1 de novembro, o presidente da associação dos utilizadores de veículos elétricos (UVE), Henrique Sanchez, comentou esperar que o preço para manter veículos com motor a combustão continue a ser superior.

“Sempre defendemos que o carregamento elétrico deve ser feito em casa, e, nessa impossibilidade, feito na rede pública e nessa, deve ser feito nos postos normais (até 22 killowatts) em parques públicos e em grandes superfícies”, disse o responsável à agência Lusa.

Já a carga rápida “é para viagens e de emergência”. “Pelas nossas contas poderá ficar 10 a 20% mais barato [os carregamentos dos veículos elétricos] do que o gasóleo, em termos médios”, comentou.

A publicação hoje também de preços dos operadores dos postos de carregamento rápido [PCR] foi qualificada pelo responsável de “ponto positivo, o pontapé de saída”.

“Estávamos há um ano e meio à espera do final da fase piloto e do início da fase comercial. Passa a ser um negócio, passa a ser interessante para um investidor”, referiu.

Nos tarifários anunciados há inúmeras modalidades, como cobrança por minuto ou por quilowatt/hora, a cobrança, ou não, de taxa de ativação, afirmou o dirigente, saudando ter ficado de fora a contribuição para o audiovisual, assim como, “por agora” a taxa DGEG - Direção Geral de Energia e Geologia e a tarifa da entidade gestora.

“E depois temos ainda o preço de energia de cada um dos CEME [Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica]”, disse Sanchez, indicando que a soma de todas as parcelas dará um preço final.

O dirigente sublinhou a necessidade da escolha nos próximos dias de um CEME para ter o cartão de acesso à rede de carregamento rápido.

Os PCR possibilitam um carregamento de 80% da bateria em 20 a 30 minutos.

Segundo informação da tutela, quanto aos incentivos à compra de veículos elétricos, houve nos automóveis 1.400 candidaturas recebidas e 83 excluídas, enquanto nos pedidos para motociclos e ciclomotores foram registadas 28 candidaturas e a exclusão de três.

Em nenhuma das tipologias há candidaturas em lista de espera, de acordo com a consulta hoje do portal do fundo ambiental.

“Após atribuição de 1.000 incentivos previstos numa das categorias (automóveis ou motociclos/ciclomotores), as candidaturas remanescentes que tenham sido submetidas nessa categoria passam a estar em lista de espera”, refere-se no portal, onde se acrescenta que, “caso não tenha sido atribuído o número máximo de incentivos a uma das categorias anteriores, o valor não atribuído transitará para a outra categoria, sendo o incentivo atribuído às candidaturas elegíveis que estejam em lista de espera”.

O início do pagamento em PCR chegou a estar agendado oficialmente para julho de 2017.

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