“Tínhamos três postos de carregamento, desde 2016, na região de Lisboa, em Cascais, Loures e Matosinhos, e, agora, vamos ter 38 novos postos espalhados pelo país”, um projeto de construção de uma rede que se prolonga “até fevereiro de 2021”, explicou Pedro Almeida, diretor regional Centro da cadeia de supermercados alemã. “Nessa altura, teremos 41 postos”, acrescenta.

“Vamos ligar Viana do Castelo (Minho) ao Algarve (Vila Real de Santo António)”, uma ligação essencialmente no litoral, de acordo com o mapa das lojas que serão alvo desta instalação de postos de carregamentos rápido e de carregadores multi-standard. “Teremos dois postos em cada parque das 38 lojas. O carregamento rápido, permite carregar 80% da bateria em 30 minutos”, descreve.

Cinco lojas de Lisboa são o ponto de partida da construção desta rede, que inicia a expansão para sul. 13 postos de carregamento ligam o Alentejo ao Algarve e segue até às portas de Espanha. O Norte e Centro recebem 20 postos de carregamento.

“Não tem havido investimento suficiente nesta área”

Os carregamentos serão pagos e são operados pela Kilometer Low Cost (KLC), empresa que detém “250 pontos de carregamento (rápidos e semirrápidos) a cobrar”, além de “outros 100 que embora ligados a Mobi.e, não entram na fase de cobrança, porque estão afetos a centros comerciais, por exemplo”, sublinhou Pedro Nunes, CEO da empresa portuguesa.

Sedeada em Aveiro, constituída em 2016 e que se apresenta como “um dos maiores operadores em Portugal”, anuncia que venceu “a concessão de dois lotes da Mobi.e, no valor de um milhão de euros, pelo que iremos fechar o ano com um investimento de 1.5 milhões de euros”, informa.

Miguel Gaspar, vereador da mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que esteve na apresentação da rede postos de carregamento da cadeia de supermercados, alerta que “não tem havido investimento suficiente nesta área”, algo que encontra explicação no facto de, até à data, o carregamento em espaços públicos ser gratuito e do “mercado ainda não abrir nos carregadores semirrápidos. A abertura a cobrar criará massa crítica”, sublinha.

O vereador antecipa que a “má experiência na utilização de carro elétrico é o posto carregamento estar ocupado ou não funcionar”. Para contrariar esta realidade, a CML irá “lançar um concurso nos próximos meses em três localizações e fará com a Mobi.e uma subconcessão de 500 postos de carregamento”, refere. “E o próximo passo, dado com a Juntas de Freguesia, passa por aumentar em número de 600 nas 24 freguesias da cidade, em especial em zonas de habitações construídas antes 1990, onde há poucas garagens”, finaliza.

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