João Neves respondia a uma questão do Bloco de Esquerda sobre a Efacec numa audição na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças dos secretários de Estado do Ministério da Economia e da Transição Digital, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado Suplementar para 2020.

O governante começou por sublinhar que a Efacec “é exclusivamente privada” e que, “portanto, não há nenhuma intervenção no capital desta empresa no momento presente”.

No entanto, acrescentou, o Governo tem “claro e presente”, em função das questões associadas a mais de 70% do capital da empresa ser detido pela empresária angolana Isabel dos Santos, que há “uma preocupação adicional com esta empresa”.

José Neves sublinhou que é “absolutamente claro” para o Governo que a Efacec tem “enorme capacidade de engenharia” e “ela é uma empresa estratégica” para o país.

“Adotaremos todas as medidas necessárias para proteger esta empresa”, afirmou.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou em 19 de janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks’, que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

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