A redação do texto final dos estatutos da Caixa Económica Montepio Geral, Caixa Económica Bancária, é um dos pontos da ordem de trabalhos, segundo a convocatória disponível no portal da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na qual também consta a intenção de “providenciar todas as deliberações necessárias com vista à conclusão da transformação da Caixa Económica Montepio Geral em sociedade anónima”.

Na última sexta-feira, a Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM), dona do banco mutualista, enviou uma nota explicativa sobre a transformação da CEMG em sociedade anónima.

“O objetivo desta reunião será ultimar o processo de transformação da CEMG em sociedade anónima”, realçou a MGAM, dando conta das principais datas deste dossiê.

Este processo começou em 21 de março de 2016, com o projeto de decisão, remetido pelo Banco de Portugal, de transformação da CEMG em sociedade anónima.

Depois, em 11 de maio de 2016, foi dada resposta à solicitação do Banco de Portugal e, já em 21 de novembro do mesmo ano, chegou à MGAM a deliberação por parte do Banco de Portugal para se proceder à transformação jurídica da CEMG em sociedade anónima.

Em 22 de novembro e 13 de novembro de 2016, e em 06 de janeiro já deste ano, realizaram-se reuniões de assembleia-geral da CEMG com o objetivo de discutir o projeto de estatutos.

“Os passos, que agora culminam na realização da reunião de assembleia-geral referida, permitem concluir o processo de transformação da CEMG em sociedade anónima, conferindo-lhe maior flexibilidade para responder às necessidades e exigências do mercado e do quadro prudencial e regulatório, mantendo o seu cariz económico-social enquadrado num grupo que persegue fins mutualistas”, assinalou a MGAM.

O início da reunião magna está marcado para as 15:00, na sede da MGAM, em Lisboa.

Na quarta-feira, a CEMG apresentou um prejuízo de 86,5 milhões relativo ao exercício do ano passado, uma melhoria face ao resultado líquido negativo de 243 milhões de euros em 2015.

A associação e o banco mutualistas têm estado em foco, com uma sucessão de notícias negativas, como a constituição de António Tomás Correia (líder da MGAM) como arguido num processo em que é suspeito de ter recebido indevidamente 1,5 milhões de euros do empresário da construção civil José Guilherme.

Tomás Correia reiterou recentemente, em comunicado, que abdicará das suas funções se se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a seu desfavor.

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