No relatório macroeconómico global publicado hoje, a agência de rating aumentou a previsão para 2023 em uma décima para 2,3% e coloca a Europa como a região mais afetada pelo conflito, devido à sua proximidade e dependência da energia russa, na medida em que um corte no abastecimento forçaria o racionamento de energia em vários setores, levando a uma recessão.

A Moody’s acrescenta que o conflito contribui tanto para reforçar as pressões inflacionistas como para moderar a atividade económica, razão pela qual reduziu as previsões para a França (para 2,2%, menos meio ponto percentual) e Itália (para 2,3%, menos nove décimas), mantendo as da Alemanha em 1,8% e as do Reino Unido em 2,8%.

Além da zona euro, a Moody’s reduz as previsões de crescimento para as economias avançadas e em desenvolvimento devido ao impacto da guerra, ao abrandamento da China e ao impacto do aumento da inflação no poder de compra dos consumidores.

A nível global, a Moody’s reduziu a sua previsão de crescimento para as economias do G20 para 3,1% este ano, menos 2,8 pontos.

As economias avançadas crescerão 2,6%, menos seis décimas, e as dos países em desenvolvimento 3,8%, menos quatro décimas.

A Moody’s também piorou as expectativas para a economia americana, que deverá crescer 2,8% (menos nove décimas), o Japão 2,4% (menos cinco décimas), a China 4,5% (menos sete décimas) e a Índia 8,8% (menos três décimas).

Os fatores-chave para o futuro são, para a Moody’s, a evolução da guerra na Ucrânia, a forma como a política monetária é apertada e a trajetória da economia chinesa, à qual acrescenta as políticas que são adotadas para combater fatores que afetam cada vez mais a economia, como as alterações climáticas, a alimentação, a energia, a defesa ou a cibersegurança.

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