“A Mota-Engil S.G.P.S. informa que foi adjudicada à sua subsidiária para a região de África, em parceria com uma empresa local, Inter-Mining Services (70%/30%), pela Societé des Mines de Morila, S.A., uma entidade detida em 80% por uma empresa cotada australiana e 20% pelo Estado do Mali, um contrato de mineração no valor de 357 milhões de dólares norte-americanos”, indicou o grupo.

O contrato, “cujos trabalhos decorrerão em três minas de ouro”, deverá “arrancar em agosto de 2021, terá uma duração de 81 meses e terá a sua faturação e pagamentos indexados ao dólar americano” adiantou a Mota-Engil.

O grupo realçou ainda que com esta adjudicação “vê reconhecido o seu desempenho na área de mineração e vê reforçada a sua carteira de encomendas na região de África com um contrato de médio e longo prazo gerador de ‘cash-flows’ recorrentes”.

A Mota-Engil fechou 2020 com prejuízos de 20 milhões de euros, que compara com lucros de 27 milhões no ano anterior, e uma quebra de 17% no volume de negócios, para 2.429 milhões de euros, divulgou ao mercado.

O grupo adiantou que registou, no ano passado, um nível de investimento (CAPEX) de 197 milhões de euros, a maioria destinada a contratos de médio e longo prazo, “com 93 milhões de euros no segmento de Ambiente (nomeadamente na EGF, com 73 milhões de euros) e mineração em África”.

O investimento alocado para projetos de longo-prazo foi de 31% do total e maioritariamente relacionado com projetos de mineração em África, nomeadamente em Moçambique e na Guiné, adianta.

A informação enviada à CMVM refere que o investimento foi “ajustado em baixa” durante o ano (-25% em termos homólogos) devido à covid-19, que causou alguns atrasos na execução de alguns projetos, e “como medida de mitigação de risco e eficiência na alocação de capital”.

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