De acordo com a edição de hoje do Jornal de Notícias, entre o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro de 2021, a taxa de desemprego entre os jovens cresceu 22,3% até aos 24 anos — de 19,1% para 24,1% — e 24,7% até aos 34 anos — de 8,9% para 11% — , muito acima do crescimento da média de desemprego nacional, de 5,9% — passou de 6,7% para 7,1%.

O mesmo jornal reporta que há menos 100 mil jovens empregados do que no início da pandemia, sendo que os trabalhadores inativos ascendem aos 261 mil. Uma das causas reportadas para este cenário é o facto de, em 2020, Portugal ser o quarto país da União Europeia com maior percentagem de jovens com contratos de trabalho temporários — 43,7% —, o que facilitou a não renovação de contratos por parte das empresas.

Além destes dados, é ainda referido com base em dados do Instituto Nacional de Estatística como o salário médio de um trabalhador até aos 24 anos — de 678 euros — é pouco mais de metade de um com mais de 65 anos — 1141 euros.

A estes indicadores o Governo responde com medidas já adiantadas como o programa de estágios e de incentivos Ativar.pt, que já recebeu perto de 65 mil candidaturas e faz parte de “um conjunto de medidas de política ativa de emprego para garantir que existem condições para os jovens poderem ingressar, de forma sustentada, no mercado de trabalho”, como disse fonte do executivo ao JN.

Outro dos programas a entrar em vigência é o Compromisso Emprego Sustentável, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, contando com uma dotação de 230 milhões de euros para criar 30 mil postos de trabalho com contratos sem termo através do pagamento de um valor de 5265 euros.

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