“De acordo com a lei, terá que haver alternância de género, acho que isso não faz sentido nenhum, porque o próximo presidente deve ser a pessoa que tem mais competência para o cargo, independentemente do género”, disse Fátima Barros, quando questionada sobre o assunto e o fim do seu mandato, que termina a 28 de maio de 2017, dando então lugar a um homem.

Fátima Barros falava à margem da Portugal Digital Summit 2016, iniciativa promovida pela ACEPI - Associação da Economia Digital, que decorreu hoje em Lisboa.

A lei-quadro das entidades reguladoras, criada pelo executivo de Pedro Passos Coelho, estabelece que “o provimento do presidente do conselho de administração deve garantir a alternância de género”.

Já no caso dos outros reguladores que vão ser liderados por mulheres no mandato seguinte, Fátima Barros diz também não concordar e explica porquê.

“Em qualquer circunstância a pessoa deve ser escolhida por mérito e não por género. E como o leque de escolhas não é muito alargado - não vamos dizer que temos aqui em Portugal tanta gente com o perfil ideal para ser regulador - vai ser difícil escolher de acordo com o género, quer para mulher quer para homem, daí o meu desconforto com a questão o género”, afirmou.

A responsável espera ainda que não aconteça nenhuma extensão do seu mandato, afirmando que as extensões “que não correspondem verdadeiramente ao mandato limitam muito a tomada de decisão nas instituições”.

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