“Os trabalhadores da CGD mostraram hoje a sua indignação à administração pela forma completamente insensível como estão a ser tratados, relativamente à revisão da tabela salarial e ao assédio que sobre eles recai e que se reveste de várias formas”, lê-se na mesma nota, que garante que a paralisação está a ser “um êxito” e que “não há agências a funcionar com normalidade”, refere um comunicado da CGD.

“Apesar das pressões e ameaças, das transferências à pressa para substituir os trabalhadores em greve, muitas dezenas de agências estão encerradas, muitas outras dezenas estão abertas, mas de porta fechada, apenas com a gerência, sem efetuar operações e só para se dizer e contabilizar que estão abertas, outras ainda estão a funcionar com base em estagiários que não podem fazer greve”, garantiu o STEC.

A Lusa contactou a Caixa Geral de Depósitos e encontra-se à espera de um comentário.

O STEC assegura, por sua vez, que a “administração tudo tem feito para minimizar a adesão à greve, não permitindo sequer a marcação de greve aos trabalhadores que, estando de férias, manifestaram vontade de aderir à mesma, não permitindo ainda informar os clientes que o encerramento das agências se deve à greve”.

De acordo com o sindicato, “os trabalhadores exigem um aumento salarial que é mais do que justo”, tendo em conta “os lucros da CGD”.

O STEC “vai convocar uma reunião de delegados sindicais para analisar a situação laboral e decidir sobre eventuais novas ações de luta, caso a situação laboral não se altere”, assegurou ainda.

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos estão hoje em greve, reivindicando a negociação da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária.

Pelas 12:00, vão também concentrar-se em frente à sede da CGD, em Lisboa, tendo a paralisação sido convocada pelo STEC.
Por sua vez, na sexta-feira, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) aderiram à greve dos trabalhadores da CGD, garantindo o pagamento do dia aos seus associados.

Em comunicado, o SNQTB e o SIB disseram não tolerar "despedimentos coletivos ou ameaças de extinção de postos de trabalho" e que, "caso ocorram, será, de imediato, convocada uma nova greve".

As estruturas sindicais exigiram ainda ser informados sobre os processos de reestruturação feitos pelos bancos (que implicam saídas de funcionários), afirmando que não podem ser excluídos de participar nesses processos.

Em 27 de julho, o Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) anunciaram que a CGD comunicou que vai iniciar em setembro a revisão da tabela salarial. O STEC manteve a greve.

No primeiro semestre, a CGD totalizou 294 milhões de euros de lucro, mais 18% do que no mesmo período do ano anterior.

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