Pelas 15:30, as ações do clube recuavam 17,11% para um preço de 0,63 euros, com a transação de 11 mil ações. Antes, pelas 10:30, a queda era de 7,89% para 0,70 euros.

Se compararmos com o valor das ações a 10 de maio (84 cêntimos), último dia em que o título foi transacionado, a queda acentua-se e atinge os 23,17%.

As empresas cotadas com pouca liquidez e dispersão bolsista, como é o caso da SAD do Sporting, têm uma negociação por chamada, ou seja, ocorre duas vezes por dia (às 10:30 e 15:30), embora as ordens estejam sempre a entrar no sistema.

Recorde-se que no passado mês de abril os títulos da SAD sportinguista foram suspensos quando negociavam a 60 cêntimos por ação, depois de terem perdido 33% face à cotação de fecho na sessão da véspera, 90 cêntimos por título.

Esta suspensão obedeceu às regras do mercado de valores mobiliários em Portugal que estatui quando as ações de uma empresa cotada valorizam ou desvalorizam mais de 30% numa única sessão são automaticamente suspensas.

A polémica que envolve o Sporting agravou-se nos últimos dias, depois da derrota da equipa de futebol no domingo, no último jogo do campeonato, frente ao Marítimo, que fez o clube de Alvalade perder o segundo lugar para o Benfica.

No primeiro treino para a final da Taça, que vai disputar com o Desportivo das Aves, a equipa de futebol foi atacada na Academia Sporting, em Alcochete, na terça-feira, por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores.

A GNR deteve 23 dos atacantes e as reações de condenação do ataque foram generalizadas e abrangeram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

Face às críticas, Bruno de Carvalho negou hoje, em comunicado enviado à Lusa, qualquer responsabilidade pelo ataque na academia, rejeitou demitir-se da presidência do Sporting e anunciou que vai processar Ferro Rodrigues, bem como comentadores e jornalistas por o terem “difamado e caluniado” após os atos de violência em Alcochete.

Paralelamente, a Polícia Judiciária deteve quatro pessoas ligadas ao Sporting na quarta-feira, incluindo o diretor desportivo do futebol, André Geraldes, na sequência de denúncias de alegada corrupção em jogos de andebol e de futebol.

Ainda a propósito dos títulos da Sporting SAD, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pediu ontem, quarta-feira, 16 de maio, esclarecimentos à SAD leonina sobre o impacto dos acontecimentos recentes no universo verde e branco – incidentes na Academia de Alcochete e a possibilidade, noticiada, de jogadores e equipa técnica do Sporting ponderarem avançar com uma rescisão por justa causa - no valor dos seus ativos.

Em resposta a este pedido, a SAD do Sporting informou igualmente ontem, em comunicado divulgado na CMVM, não existir " qualquer suspensão ou rescisão do vínculo laboral de qualquer dos elementos da equipa técnica do plantel principal de futebol profissional", nem ter sido "manifestada qualquer intenção de rescisão dos contratos de trabalho por parte de qualquer jogador da equipa principal de futebol profissional".

Entretanto, a Mesa da Assembleia-Geral do Sporting demitiu-se hoje em bloco na sequência deste momento conturbado. Também hoje, o presidente e vários membros do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting apresentaram a demissão e apelaram ao presidente do clube lisboeta, Bruno de Carvalho, e à restante direção que renunciem também aos cargos.

De acordo com o último relatório e contas semestral da Sporting SAD a estrutura acionista é controlada em 63,95% do respetivo capital social pelo Sporting Clube de Portugal. A Holdimo, do empresário angolano Álvaro sobrinho, é detentora de 29,85% do capital da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Sporting, seguindo-se Joaquim Oliveira (Olivedesportos), com 3,186%. Aparentemente, os restantes 3,007% da Sporting SAD estão dispersos.

(Notícia atualizada às 19h00)

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