O grupo, atingido pelas medidas que limitam as deslocações, vai também fechar cerca de 40 escritórios em todo o mundo, num total de várias centenas.

A plataforma prevê concentrar-se na sua atividade principal, que é o transporte de passageiros e a entrega de comida através da Uber Eats e abandonar vários projetos, considerados não essenciais.

"Dado o impacto dramático da pandemia e a natureza imprevisível de uma eventual recuperação, vamos concentrar os nossos esforços nas principais plataformas de mobilidade e de entregas e estamos a redimensionar a empresa para que ela corresponda à realidade dos negócios", afirmou o diretor-geral da Uber, Dara Khosrowshahi, numa mensagem enviada à AFP.

As novas supressões de empregos vão ocorrer na maior parte das divisões do grupo e em várias regiões do mundo, mas não vão afetar os motoristas, que não são considerados funcionários da Uber.

No passado dia 6 de maio, a Uber anunciou o despedimento de 3.700 funcionários, cerca de 14% do total de trabalhadores, para reduzir os custos e enfrentar a crise provocada pela pandemia de covid-19.

A eliminação de empregos vai concentrar-se nas equipas de atendimento ao cliente e contratações, explicou na altura a empresa num documento enviado ao regulador bolsista norte-americano.

A plataforma de transporte de passageiros anunciou também, na mesma ocasião, que o seu presidente executivo, Dara Khosrowshahi, renunciaria ao salário base até ao final do ano para reduzir os gastos da empresa.

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