
"Hoje, o alerta de reação rápida em Laage", uma base aérea perto de Rostock (nordeste) na costa do Báltico, "foi ativado", disse a força aérea no seu canal de comunicação WhatsApp.
O alerta de reação rápida é um dispositivo comum para os membros da NATO protegerem o seu espaço aéreo.
"O motivo foi uma aeronave desconhecida sobre o Mar Báltico, voando sem plano de voo", disse a mesma fonte.
Caças militares alemães Eurofighter descolaram-se para identificar o avião de reconhecimento, um modelo Ilyushin II-20, que foi depois "escoltado", segundo a força aérea, que publicou uma fotografia do aparelho em questão.
Segundo o Bild, o avião russo aterrou na quinta-feira de manhã "a leste de Rügen", uma ilha alemã no Mar Báltico, e dirigia-se "para o espaço aéreo alemão" quando foi intercetado.
O facto de o seu dispositivo de identificação aérea estar desativado representava "um perigo considerável para o tráfego aéreo civil", acrescenta o jornal.
Os dois aviões alemães escoltaram-no "durante vários quilómetros", até que "deu meia volta e regressou à região de Kaliningrado", de onde tinha sido avistado.
De acordo com fontes militares citadas pelo Bild, os aviões de reconhecimento russos aproximam-se "ocasionalmente" da costa alemã sem violar o espaço aéreo do país.
As tensões no Mar Báltico aumentaram desde a invasão russa da Ucrânia em 2022.
Moscovo vê o aumento da presença da NATO perto das suas fronteiras como uma provocação e uma ameaça à sua segurança.
Em meados de março, o futuro chanceler alemão Friedrich Merz justificou o gigantesco plano de investimento para rearmar o país com a necessidade de contrariar a "guerra à Europa" da Rússia, enumerando ataques cibernéticos e sabotagem de infraestruturas atribuídos à Rússia.
Não é a primeira vez que a Rússia efetua este tipo de voos sobrevoando países europeus e da NATO, uma ameaça que é acompanhada sempre pelas forças da aliança atlântica sem resultar em ataques a nível militar
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Lusa/Fim
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