"Portugueses têm vindo a ser chamados a funções internacionais só possíveis porque Portugal estabilizou as finanças, aposta no crescimento económico, reduziu o desemprego e quer reduzir a dívida pública", referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado, perante algumas centenas de pessoas, acrescentou que "é uma luta que não está totalmente ganha": "Nunca nenhum luta económica, financeira ou política está totalmente ganha. É preciso fazer mais e melhor".

O Presidente foi englobando a plateia, sublinhando que, "todos os dias, portugueses dentro e fora do território físico de Portugal trabalham por esse mais e melhor".

Marcelo Rebelo de Sousa apontou como exemplo de dirigentes portugueses pelo Mundo, António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM), e Mário Centeno, ministro das Finanças que dirige o Eurogrupo.

A projeção de Portugal no mundo está assente no percurso do país, referiu.

"Portugal, nos quase quatro anos desde que aqui estive, deu passos importantes na sua vida interna: passámos de um défice no Orçamento de Estado para um superavit", algo que "não é uma bizantinice", frisou o chefe de Estado.

Perante a comunidade portuguesa em Maputo, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que tal conquista está longe de ser uma futilidade, mas antes "uma condição de credibilidade financeira internacional, para redução mais acelerada da dívida pública e para compreensão das instituições internacionais e mercados financeiros - criando melhores condições para investimento em Portugal e para o dia-a-dia dos portugueses".

Ao resumo dos passos de Portugal nos últimos quase quatro anos, o Presidente acrescentou o crescimento económico, "ainda aquém" do desejado, mas já "superior à média da União Europeia" e com uma redução da taxa de desemprego "de números elevadíssimos para números que significam uma posição de aproximação progressiva ao pleno emprego, tanto quanto ele existe em qualquer economia hoje".

O chefe de Estado destacou ainda as dificuldades sentidas por muitos portugueses residentes em Moçambique durante os ciclones Idai e Kenneth, em março e abril de 2019, razão pela qual na quinta-feira viaja até à cidade da Beira, a zona urbana mais afetada, para contacto com a comunidade lusa local.

Estima-se que residam em Moçambique entre 23 a 25 mil portugueses - a maioria em Maputo e cerca de 2.500 na Beira.

LFO // LFS

Lusa/fim

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