Em comunicado divulgado hoje, a Procuradoria-Geral da República refere que a operação, que na quinta-feira mobilizou 370 polícias em dois bairros do centro da Praia, visou "factos suscetíveis de integrarem a prática dos crimes de homicídio agravado, na forma tentada, quadrilha ou bando, roubo, furto qualificado, dano, ameaça de morte, arma e tráfico de droga".

Acrescenta que os "suspeitos, denunciados ou arguidos residem em Achada Santo António" e que a esta operação foi realizada "no âmbito da investigação e na sequência da operação realizada em dezembro de 2022".

Nesta operação, o Ministério Público ordenou a detenção, fora de flagrante delito, de 35 indivíduos e promoveu a emissão de mandados de busca e apreensão a várias residências, mais concretamente nas zonas do Brasil e de Achada Riba, centro da Praia.

"Executados os mandados, numa operação conjunta da Polícia Nacional e da Polícia Judiciária, que contou com a presença do magistrado Ministério Público titular dos autos, foram ainda detidos, em flagrante delito, cinco indivíduos suspeitos da prática de ilícitos criminais", esclarece a Procuradoria.

Desde quinta-feira foram submetidos a primeiro interrogatório judicial cinquenta arguidos, incluindo, além de 35 fora de flagrante delito e cinco em flagrante delito, dez que já se encontravam em prisão preventiva à ordem de outros processos.

Foi decretada a prisão preventiva a 44 arguidos, segundo a Procuradoria.

O mesmo comunicado recorda que por despacho do Procurador-Geral da República, de 12 de dezembro de 2022, foi criada uma equipa de magistrados do Ministério Público e de elementos da Polícia Nacional e da Polícia Judiciária, "visando uma intervenção rápida para fazer face à onda de criminalidade que vinha assolando a cidade da Praia".

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