Os dois 'rockets' caíram num espaço desocupado da base aérea de Ain al-Assad "sem causar danos ou vítimas", na versão do exército iraquiano.

No domingo e na segunda-feira, dois outros ataques atingiram bases onde estão estacionados soldados norte-americanos, junto ao aeroporto de Bagdade.

Os ataques ainda não foram reivindicados, mas Washington tem acusado grupos armados iraquianos com ligações ao Irão de procurarem atingir as suas tropas e diplomatas.

Quase 30 ataques, com bombas ou 'rockets', tiveram como alvo bases militares que albergam soldados norte-americanos ou representações diplomáticas dos EUA, desde a chegada ao poder do Presidente Joe Biden, em final de janeiro.

Nesses ataques morreram já mais de dez civis, incluindo estrangeiros.

Washington, que não hesita em realizar ataques anti-iranianos em solo iraquiano -- incluindo um ataque em janeiro do ano passado, que matou o influente general Qassem Soleimani --, está a procurar reduzir a crescente influência do Irão no Iraque.

O primeiro-ministro iraquiano, Moustafa al-Kazimi, figura pró-Washington, falou hoje mais uma vez sobre o destino de 2.500 soldados norte-americanos no Iraque com Brett McGurk, enviado da Casa Branca para o Médio Oriente.

Os dois homens conhecem-se bem: o primeiro, até agora responsável dos serviços de informações, e o segundo, um ex-representante da coligação anti-'jihadista' liderada pelos Estados Unidos no Iraque e na Síria, há muito que trabalham lado a lado contra o Estado Islâmico (IS).

Hoje, ambos estão empenhados na elaboração de um cronograma para a "retirada das forças de combate do Iraque", de acordo com um comunicado do gabinete de Kazimi.

Para diversos analistas, diplomatas ocidentais e funcionários iraquianos, este calendário - destinado principalmente a influenciar a opinião pública xiita conquistada para a causa do Irão contra os Estados Unidos - deve estender-se por vários anos.

RJP // FPA

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