Paddy Cosgrave foi o orador da sessão de abertura do segundo dia do Fórum Empresarial Algarve, que decorre hoje em Vilamoura, e em declarações à agência Lusa, disse que continua a ser surpreendido pelos números que a Web Summit consegue na capital portuguesa. “Este ano vai ser maior, vamos ter espaço adicional. E tivemos quase 10.000 pessoas que se candidataram para ser voluntárias. Vamos fazer um programa de voluntariado, chamado Programa Embaixador, no qual vamos ter 500 líderes de empresas emergentes e de universidades com menos de 25 anos em Portugal que vão acompanhar os mais importantes oradores que vão estar na Web SUmmit”, adiantou Paddy Cosgrave.

O fundador da Web Summit mostrou-se convicto de que este programa é benéfico nos dois sentidos, porque “os oradores ganham ao terem um tratamento preferencial” e “há um ganho para Portugal porque estas 500 pessoas vão ser a face do futuro e podem construir relações produtivas com pessoas como um editor do New York Times, por exemplo”.

A qualidade das infraestruturas em Lisboa também é decisiva para Paddy Cosgrave, em comparação com o local onde a cimeira começou a ser realizada em Dublin, na Irlanda.

“Em Dublin, fizemos a cimeira num espaço criado para exposições de vacas, não estava construído para humanos, mas em Lisboa temos locais já preparados para este tipo de evento. Onde na Europa há um local topo de gama para acolher o evento, preparado com todos os cabos de ligações, etc”, questionou o irlandês, considerando que o Meo Arena é “um dos melhores pavilhões da Europa”.

Paddy Cosgrave disse ainda que a organização “aprendeu muito da primeira [edição] para a segunda”, que se realizará em novembro, e vai contar também com o “envolvimento de artistas portugueses”.

“Há muitos artistas portugueses de grafitis, por exemplo, e acho que a Web Summit também deve ser um palco para estes artistas”, afirmou.

Questionado sobre o programa previsto para este ano, o fundador da Web Summit respondeu que “só é revelado a quatro semanas do evento”, mas frisou que atualmente esse já não é o aspeto mais importante da cimeira.

“As pessoas já não vêm pelos oradores, vêm porque o tempo é bem empregue e está toda a gente no mesmo sítio ao mesmo tempo. E podem ter múltiplas reuniões num dia com potenciais parceiros e isso é importante”, acrescentou.

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