Numa mensagem gravada em vídeo, Al Gore começou por dizer que em cada dia as pessoas do mundo produzem 110 milhões de toneladas de emissões de gases que provocam o aquecimento global na atmosfera, “como se fosse um esgoto aberto”.

E acrescentou, dirigindo-se aos que assistiram ao filme: “E também sabem que as consequências desta energia extra estão a ficar cada vez mais evidentes, com tempestades mais fortes e aguaceiros extremos, cheias mais destrutivas e deslizamentos de terra, secas mais longas e profundas, problemas agrícolas, grandes fogos florestais, doenças tropicais atingindo áreas populosas, derretimento do gelo e aumento do nível do mar e tudo mais”.

Ainda assim, afirmou o antigo vice-presidente norte-americano: “Nós vamos ganhar! Vamos resolver a crise climática”.

O documentário “Uma sequela inconveniente: a verdade ao poder”, surge na sequência do primeiro, “Uma verdade inconveniente”, sobre alterações climáticas e o aquecimento global, que em 2007 ganhou o Óscar para o melhor documentário.

A obra foi hoje apresentada em Lisboa, sendo a exibição, seguida de debate, promovida pelo “The Climate Reality Project Portugal” e pela associação ambientalista Zero.

Na sequência do primeiro documentário e do prémio Nobel da Paz em 2007 (que ganhou em conjunto com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU), Al Gore fundou o “The Climate Reality Project”, que junta milhares de pessoas de todo o mundo para resolver “o maior problema” dos tempos atuais.

“Somos líderes culturais, organizadores, cientistas e contadores de histórias, e estamos empenhados na construção de um futuro melhor em conjunto”, diz-se na página oficial do projeto.

Na vídeo-conferência gravada Al Gore elogiou a importância da rede global de líderes climáticos e das delegações do “The Climate Reality Project”, que têm desenvolvido formações em todo o mundo com base no filme.

“As delegações do ´The Climate Reality Project´, suportadas por mais de 12 mil líderes, têm tido impactos profundos no nosso esforço comum para enfrentar a crise climática. E resolvê-la nas vossas comunidades, nos vossos países, e nas vossas regiões à volta do mundo, incluindo mudar as leis que impedem tornar o nosso futuro sustentável, conduzindo programas de educação, para que ganhemos as conversas acerca da crise climática”, afirmou o antigo vice-presidente norte-americano.

E acrescentou: “depois de tudo, o desespero é uma outra forma de negação”.

Referindo o trabalho que tem sido desenvolvido pelo projeto, Al Gore afiançou que o “The Climate Reality Project” irá receber o total dos resultados da venda do filme, “para formar ainda mais líderes climáticos”.

“Por favor, recorram às redes sociais e encorajem todos os que conhecerem para vir ver este filme. Levem os vossos amigos e família a vê-lo”, disse Al Gore, concluindo: “Nós podemos e nós iremos vencer esta luta graças à dedicação de milhões de pessoas como vós em todo o mundo”.

O documentário, realizado por Bonni Cohen e Jon Shenk, começou a chegar às salas de cinema no verão e inclui já a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre combate às alterações climáticas. O atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também surge no documentário a desvalorizar as alterações climáticas.

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