A Fundação EDP tinha anunciado uma programação contínua de 12 horas - com concertos, exposições, projeções de vídeo e performances - entre as 12:00 e a meia-noite para festejar a abertura do MAAT e o público ‘inundou’ o interior e o exterior do museu.

Com receio de que a ponte pedonal junto ao Museu dos Coches, que dá acesso ao MAAT, não suportasse o peso de milhares de pessoas, a PSP encerrou-a.

Centenas de famílias, grupos de jovens e de idosos, portugueses e estrangeiros, cederam à curiosidade e deixaram de lado uma tarde na praia ou no campo para conhecer o novo museu na zona de Belém.

"Está aqui uma grande obra", disse à agência Lusa Vitor Soares da Silva, 76 anos, que saiu de Sacavém (Loures) para ver o MAAT e não ficou desiludido: "Está muito jeitoso. Como é que um país tão pequeno como o nosso faz obras destas?".

Soube do museu pela televisão e, como gosta de visitar museus, o pensionista decidiu não esperar, mesmo sabendo que poderiam estar milhares de pessoas em Belém, habitualmente já cheia de turistas nacionais e estrangeiros.

"Vi autocarros e mais autocarros cheios de turistas porque está aqui uma obra tremenda", avaliou, acrescentando que os 20 milhões que a obra custou vão ser pagos por todos, “através da eletricidade".

Sandra Sá, 44 anos, tinha saído de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, de férias, em trânsito para a ilha da Madeira, e decidiu aproveitar o dia para conhecer o novo museu.

"O edifício é bonito, muito moderno, mas a programação podia ser mais diversificada", opinou, interpelada pela Lusa, à saída do museu.

Para a visitante, a programação "poderia integrar mais pintura, escultura, em vez de tantos vídeos e instalações".

Sobre o investimento de 20 milhões da EDP neste projeto, disse: "Vamos ver o que vem aí. Se for muito visitado, é porque valeu a pena".

A programação até à meia-noite inclui a atuação da cantora Carminho e da banda Dead Combo, e de artistas visuais como Ryoji Ikeda e Zebra Katz.

Na Central Tejo, ao lado do novo edifício, abriram hoje as exposições "A Forma da Forma" – no âmbito da 4.ª Trienal de Arquitetura de Lisboa - e a exposição "The World of Charles and Ray Eames", da programação do MAAT.

A abertura de parte do novo edifício do MAAT segue-se à reabertura da Central Tejo, remodelada no início do ano, tendo mantido a exposição permanente do património histórico industrial do Museu da Eletricidade e acrescentando espaços expositivos para a arte contemporânea.

O novo edifício do MAAT, projetado pelo ateliê AL_A, liderado pela arquiteta Amanda Levete, vai estar em total funcionamento em março de 2017, estando a programação já planeada até 2019.

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