Valência, capital da província homónima e da Comunidade Valenciana, “conta com uma personalidade culinária própria e com uma oferta gastronómica variada, com a qual obteve reconhecimento internacional desde tempos imemoriais”, afirma a Michelin, num comunicado divulgado hoje.

A cidade conta com 21 restaurantes distinguidos com estrela na seleção do Guia Michelin Espanha e Portugal 2021, além de 38 Bib Gourmand (boa relação qualidade/preço), 60 ‘O prato Michelin’ e um estabelecimento com a nova 'estrela verde' (restaurante que aposta na sustentabilidade ambiental).

Entre estes estabelecimentos está o ‘Quique Dacosta’, com três estrelas Michelin (‘uma cozinha única, justifica a viagem’), cujo 'chef' irá “dirigir a parte gastronómica de um evento em que serão reveladas todas as novidades” da publicação para o próximo ano.

“A nova seleção do guia será dada a conhecer com base no intenso trabalho realizado pela equipa de inspetores Michelin, que não deixaram de lado as suas obrigações apesar das dificuldades específicas desta crise sociossanitária que está a afetar o conjunto da sociedade”, refere a nota da Michelin, a propósito da pandemia de covid-19.

“Apesar de continuar a ser um momento muito difícil para os empresários da restauração, os nossos inspetores estão gratamente impressionados com o nível de dedicação, resistência e pujança de que os ‘chefs’ e suas equipas estão a dar mostras diariamente, assim como com a capacidade de resposta dos seus clientes”, afirma, citado no comunicado, o diretor internacional dos guias Michelin, Gwendal Poullenec, garantindo o compromisso da empresa em “promover o talento gastronómico”, mantendo “a integridade e independência” das recomendações dos seus inspetores.

No mesmo sentido, a diretora-geral Michelin da Península Ibérica, Maria Paz Robina, salienta que “o setor turístico e da restauração em Espanha e Portugal continua a ser dos mais castigados por esta crise sanitária e económica”.

“Queremos reconhecer o esforço e o compromisso de que deu mostras todo o setor nesta difícil situação, desde o estabelecimento mais humilde até aos restaurantes mais reconhecidos. Todos fazem parte da riqueza cultural e social” dos dois países, acrescenta, destacando a importância da gastronomia como “pilar fundamental da atividade económica ligada ao turismo”.

Neste comunicado, a Michelin não revela a data em que decorrerá a gala nem se será presencial ou virtual, à semelhança da de 2020, em Madrid, devido à covid-19.

“A Michelin está a acompanhar de perto a evolução da situação espanhola e portuguesa, e, consequentemente, será partilhada mais informação sobre a gala ao longo do ano”, adianta.

Desde 2009, a Michelin organiza uma gala anual, normalmente em novembro, que reúne centenas de ‘chefs’ e empresários do setor da restauração, para anunciar os distinguidos no guia ibérico do ano seguinte. Em todas as edições são selecionadas cidades diferentes, tendo Portugal acolhido o evento apenas uma vez, em Lisboa, em 2018.

No guia de 2021, Portugal conta com sete restaurantes com duas estrelas (‘cozinha excecional, merece o desvio’) e 21 com uma estrela (‘cozinha de grande nível, compensa parar'), mais um do que na edição de 2020.

O Guia Michelin Espanha e Portugal é editado desde 1910.

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