Num balanço antecipado, fonte da organização do festival Vodafone Paredes de Coura disse hoje à tarde à Agência Lusa que o evento musical teve um balanço “muito positivo” e ficou a "poucas centenas das 100 mil pessoas”, mas não esgotou em nenhum dia.

Na sexta-feira, a organização tinha avançado à Lusa que nos dois primeiros dias tinham sido registadas 43 mil pessoas no recinto – 19 mil no primeiro e 24 mil no segundo, dia em que LCD Soundsystem foram os cabeças de cartaz.

Em 2017, ano em que celebra um quarto de século de existência, o festival regressa entre 16 e 19 de agosto e a festivaleira Filipa Reis diz que voltará para o próximo ano, “obviamente”.

Filipa Reis, do Porto, está no quarto ano consecutivo de Paredes de Coura e diz que vai ser muito difícil deixar de vir a este festival, principalmente por causa do “ambiente” e dos amigos que se reencontram uma vez por ano.

“Vai ser muito difícil não voltar, porque vamos conhecendo pessoas que são de diferentes partes do país, vamos conhecendo as bandas (…), é muito gratificante vir a Paredes de Coura”, explica a jovem, definindo o período do festival como “aquela semana especial do ano” que serve para “desligar do mundo real, de todos os problemas”.

“Aqui há música, há o rio, há os barcos, há alegria, e não se pensa em mais nada, simplesmente. É a felicidade no estado mais puro”, assume, referindo que este ano já elegeu os LCD Soundsystem como a melhor banda da 24.ª edição do Paredes de Coura. “Foi o ponto alto”.

Diretamente de San Sebastián, no País Basco, e depois de sete horas de viagem, a espanhola Amir está a estrear-se em Paredes de Coura com os amigos e já o considera “o melhor festival do mundo”.

Estão a gostar de tudo, dizem Amir e os amigos. “Do ambiente, da música, das pessoas, do sol. Está tudo muito bem”, enumera a festivaleira, que todos os dias se tem banhado na água “muito fria”, do rio Coura.

Os Motorama e Cigarretes After Sex são algumas das bandas que o grupo espanhol pretende ver esta noite.

Entre o verde das árvores e barcos a navegar no rio Coura com casais de namorados a dormir a sesta, a agência Lusa encontrou os elementos da banda norte-americana Cigarrettes After Sex a passear junto às margens do rio, que hoje pelas 22:20, há de subir ao palco secundário para se apresentar ao público português.

A banda contou à Lusa que era a primeira vez que visitava Portugal e os seus elementos disseram estar impressionados com a beleza do país e com o local do festival, que classificaram como “encantador” e “relaxante”, com a envolvência do rio.

Greg Gonzalez, o vocalista e fundador da banda, disse que era uma “honra” tocar em Paredes de Coura.

No fim da entrevista improvisada, os Cigarrette After Sex asseguraram que ficavam até ao fim do festival e que queriam ver Chvrches.

Na casa dos 70 anos, Armindo Brito, natural de Paredes de Coura, tem assistido do lado de fora do recinto ao festival desde a sua primeira edição e conta que aprecia a juventude e o ambiente que o evento trouxe à terra do Alto Minho.

“Gosto de ver o ambiente de fora, da juventude. Este ano creio que a juventude está mais dinâmica (…) e dá bom ambiente à terra”, declarou Armindo Brito, que confessa que nunca quis entrar para o recinto do festival “porque gosta mais de música latina”.

O festivaleiro ‘outsider’ conta que desde em 24 anos, o festival “mudou muito”. “Há mais movimento nos restaurantes. Mais cultura e durante o ano vêm mais excursões”, recorda o courense, afirmando que o festival marcou a terra “para melhor”, principalmente com mais turismo.

A 24.ª edição do festival de música em Paredes de Coura termina hoje com os cabeça de cartaz Chvrches a subir ao palco principal pela 01:00.

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