Em cena, em Lisboa, até ao dia 28, “Actores” é o resultado de um trabalho de escrita dos atores Bruno Nogueira, Luísa Cruz, Miguel Guilherme, Nuno Lopes e Rita Cabaço, sobre a vida de um ator, a partir das experiências pessoais de cada um dos intérpretes.

Depois de Lisboa, a peça seguirá para o Porto, no Teatro Nacional de São João, de 07 a 10 e fevereiro, e que está esgotado. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, será apresentada em Ovar.

“Apeteceu-me fazer este género de olhar retrospetivo sobre os percursos de cada ator. Achei bonito essa ideia de não ir buscar os momentos mais marcantes, não queria um ‘best of’, mas os momentos que para eles tinham sido mais significativos”, explicou Marco Martins à agência Lusa.

Marco Martins, que está presente em cena no papel de encenador, quis explorar essa “máquina emocional que é o ator”, pegando na memória de cada um deles e transformando-a em ficção.

A atriz Luísa Cruz coassinou o trabalho criativo de “Actores”, mas acabou por ter de abandonar o projeto por exaustão, por acumular outros trabalhos, uma situação que Marco Martins diz ser representativa do que é ser ator em Portugal.

Em palco, no lugar de Luísa Cruz e a contar as histórias dela, surge a atriz Carolina Amaral.

“Fazemos um teatro de grande qualidade em Portugal e em condições muito difíceis, que não se comparam com os outros países europeus, pelo menos”, opinou Marco Martins elogiando o “caráter autoral e identitário muito forte”, como no cinema português.

Mas do lado da representação, “os atores são muito vítimas da precariedade do trabalho”.

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