Num vídeo publicado na sua conta no Instagram, o ativista alegou ter sido preso no momento em que se preparava para sair de casa e fazer uma caminhada, tendo sido levado para uma esquadra de polícia.

“As pessoas estão certas quando dizem que o desporto nem sempre é bom para a saúde”, disse Navalny.

O seu porta-voz, Kira Iarmych, confirmou a prisão numa mensagem publicada no Twitter.

Na véspera, Navalny manteve um apelo à manifestação no sábado contra a exclusão de candidatos da oposição às eleições do Parlamento de Moscovo, decisão que provocou uma vaga de protestos ao reunir 20 mil manifestantes na capital russa.

O registo de muitos candidatos para esta eleição foi rejeitado na semana passada, oficialmente devido a irregularidades na coleta das assinaturas de apoio.

Estes candidatos, incluindo vários aliados de Alexei Navalny, denunciam que foram vítimas de irregularidades fabricadas.

Segundo a lei, espera-se que candidatos independentes apresentem assinaturas de pelo menos 3% de seus potenciais eleitores em cada um dos 45 distritos de Moscovo, entre 4.500 e 5.000 pessoas, para obter o direito de concorrer.

Privados de participarem nas eleições mais importantes, como a eleição presidencial, a oposição mobilizou-se fortemente para essas eleições em Moscovo, na esperança de obter uma voz na gestão do enorme orçamento da capital russa.

Os candidatos da oposição também viram os seus pedidos serem rejeitados em outras cidades grandes como São Petersburgo.