
"Às 12h33 desta manhã, 15 gigawatts de geração foram repentinamente perdidos do sistema [...] em apenas cinco segundos. É algo que nunca aconteceu antes", disse o primeiro-ministro espanhol.
"Quinze gigawatts equivalem a aproximadamente 60% do consumo do país nesse momento", detalhou. "O que provocou este desaparecimento súbito do fornecimento? É algo que os especialistas ainda não conseguiram determinar, mas vão fazê-lo", prometeu Sánchez.
A magnitude do apagão não tem precedentes em Espanha, segundo Pedro Sánchez, tendo reiterado que não se pode descartar "nenhuma hipótese" sobre a sua origem.
"Grave e inédita" foram também as palavras usadas pelo primeiro-ministro Luis Montenegro, que considerou que a origem do problema estaria "provavelmente na Espanha".
Sánchez sublinhou que o apagão desencadeou uma "interrupção generalizada do abastecimento em toda a Península Ibérica e em algumas regiões do sul da França" que afetou milhões de pessoas e gerou "perdas económicas nos negócios, nas empresas, na indústria".
Face à falta de abastecimento elétrico externo, os reatores das centrais nucleares espanholas que estavam em funcionamento "pararam automaticamente", indicou o Conselho de Segurança Nuclear, sendo este um procedimento normal nestas situações.
Na comunicação ao país, o primeiro-ministro espanhol aconselhou também os trabalhadores não essenciais a não comparecerem ao trabalho nesta terça-feira.
António Costa descarta ciberataque
Em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou na rede X que, por ora, "não há indícios" de que o apagão foi causado por um ciberataque.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, indicou no X que seu país estava pronto para "ajudar" a Espanha, graças à sua "experiência" na "luta contra qualquer desafio energético, incluídos os apagões", depois de "anos de guerra e ataques russos".
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