“@Liberalpt e @Voltportugal, venham desfilar connosco. O Livre faz parte da Comissão Promotora do 25 de Abril. Uma vez que não podem participar por não serem promotores, o Livre cede dois lugares a cada um. 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!”, escreveu o partido da papoila na sua rede social Twitter, identificando os dois partidos.

O ‘tweet’ surge depois da Iniciativa Liberal (IL) e o Volt Portugal (VP) terem contestado a decisão da comissão promotora do desfile que lhes negou a participação no evento.

Na terça-feira, a Iniciativa Liberal acusou a comissão promotora do desfile do 25 de Abril de tentar impedir o partido de participar nas comemorações, pretendendo os liberais organizar o seu próprio desfile no mesmo dia e local.

Para a IL, as comemorações do 25 de Abril “não são exclusivas dos partidos de esquerda, nem de organizações satélites”.

“Se, cumprindo as diretrizes da DGS, existe a possibilidade de diversas entidades e partidos participarem, não é aceitável que se exclua a Iniciativa Liberal”, defenderam.

Resposta idêntica recebeu o recém-legalizado partido Volt Portugal, que revelou hoje que lhe foi negada participação no desfile do 25 de Abril pela comissão promotora, uma decisão que contesta e vai desafiar estando também presente no local.

“As organizações que constituem a Comissão Promotora incluem o PS, BE, PCP, CGTP e UGT, que assim podem participar, excluindo todos os outros partidos e organizações”, continuam na nota, considerando “incompreensível esta atitude que é contrária aos valores de Abril”.

O partido alegou ter recebido uma resposta assinada por Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, uma das que constituem a comissão promotora, na qual se lê: “(…) tendo em conta a situação de excecionalidade e de limitações relacionadas com a saúde pública que vivemos, tem que restringir a participação no Desfile que decorrerá na Avenida da Liberdade, às organizações que constituem esta Comissão Promotora (…)”.

Para o Volt Portugal, “o pretexto da pandemia não pode ser usado para excluir organizações das celebrações, mas deve, sim, exigir rigor nos seus preparativos”, defendendo que a revolução dos cravos “foi feita para libertar Portugal e todos os portugueses de uma ditadura e proporcionar uma democracia com partidos de vários quadrantes”, logo, “excluir partidos da festa da democracia não respeita o espírito da revolução dos cravos”.

O tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril de 1974 vai regressar à Avenida da Liberdade, com algumas regras definidas pela Direção-Geral da Saúde, confirmou na terça-feira à Lusa o coronel Vasco Lourenço.

O presidente da Associação 25 de Abril, uma das entidades que constitui a comissão promotora do desfile (que em 2020 não se realizou por causa do contexto sanitário causado pelo novo coronavírus) disse ainda que irá ser divulgado um comunicado com mais detalhes sobre estas regras e a forma como será realizado o desfile de sábado em contexto pandémico.

No mesmo dia, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou a realização do desfile comemorativo do 25 de Abril de 1974, tendo em conta a “garantia dada pela organização” do cumprimento das medidas relativas à pandemia da covid-19.

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