Os investigadores da Universidade de Manchester descobriram que o medicamento em causa tem um efeito dramático nos folículos capilares, estimulando-os a crescer.

Nathan Hawkshaw, que lidera o projeto de investigação, acredita que a descoberta "pode fazer uma diferença real na vida das pessoas que sofrem de perda de cabelo".

A forma corrente de mitigar este fenómeno baseia-se na via farmacológica. Porém, em fases adiantadas, o transplante capilar revela-se a única alternativa para a recuperação do bem-estar psicossocial dos indivíduos vítimas dessa condição.

Atualmente são utilizadas para tratar a calvície dois medicamentos, nomeadamente, minoxidil para homens e mulheres, e finasteride para homens apenas.

À BBC, Hawkshaw adiantou que agora é necessário avançar para um ensaio clínico para averiguar se a utilização do medicamento agora desenvolvido é eficaz e seguro em seres humanos.

A alopecia, ou perda de cabelo acentuada, constitui um problema que ultrapassa a barreira das questões estéticas, causando muitos estigmas sociais e autodesvalorização pessoal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 50% da população masculina sofrerá de calvície até aos 50 anos. Existem também estudos que associam a queda de cabelo acentuada a complicações psicológicas, nomeadamente ansiedade e depressão.

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