O programa inclui almoço num restaurante da estrada nacional 17-1, na Pedreira, próximo do convento medieval de Semide, tendo suscitado a adesão de universitários residentes naquela república da Alta de Coimbra e dezenas dos que ali viveram no passado, incluindo alguns que participaram na luta contra a ditadura derrubada no 25 de Abril de 1974.

Entre os convivas, estão homens e mulheres de diferentes gerações, como o ator Adriano Carvalho e o juiz-conselheiro jubilado Custódio Pinto Montes, que integrou o Supremo Tribunal de Justiça, além de outros que, nos anos 50, 60 e 70 do século XX, participaram ativamente na luta pela democracia e pela liberdade.

A seis meses da comemoração principal (a que os estudantes de Coimbra, tradicionalmente, chamam “centenário”), na casa que alberga a República dos Kágados, fundada em 1933, este “encontro intercalar fora da carapaça” inclui música popular pelo cantor João Queirós, segundo uma nota da organização.

A concentração, na esplanada do restaurante “O Ferrador”, será a partir das 11:00, começando o almoço às 12:30, o qual termina com “palavras de saudade e de futuro”.

Durante a tarde, a festa prossegue na Loja do Sr. Falcão, no lugar da Pereira, no mesmo concelho do distrito de Coimbra.

Trata-se de um estabelecimento tradicional do século XIX, com taberna e mercearia, que pertenceu à família do republicano José Falcão e que foi reativado pelos descendentes com fins turísticos e culturais, na década passada, no âmbito das comemorações do centenário da implantação da República.

“A nossa casa celebra este ano o 85.º ‘centenário’, em dezembro. Razão fortíssima para ninguém faltar aos treinos, já no dia 9, e trazer os kágados mais tresmalhados dos últimos séculos”, apela com humor a organização, no convite aos membros “da mais antiga casa comunitária de estudantes do mundo”, que deverão testemunhar a sua passagem pela república num livro cuja publicação está prevista para dezembro, por ocasião do “centenário”.

O músico José Mário Branco, o antifascista Manuel Ramalho Gantes, o urbanista Lusitano Santos, o especialista em medicina tradicional chinesa Pedro Choy, os jornalistas Francisco Fontes e José Manuel Moroso, o “homem-estátua” António Santos, o antigo eurodeputado do PS Luís Filipe Madeira e o padre Miguel Lencastre, este já falecido, são outras das figuras públicas que, em diferentes épocas viveram na casa, que teve também como comensais os jornalistas Rui Avelar (antigo diretor de informação da Agência Lusa) e Eduardo Dâmaso (diretor da revista Sábado), entre outros, nos anos 80 do século passado.

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