Questionado sobre a situação da vacina da AstraZeneca, referiu que "a questão da produção das vacinas tem sido uma Via Sacra", utilizando "uma expressão pascal que significa um conjunto de problemas que se têm revelado no tempo".

"De 15 em 15 dias descobre-se mais um problema, ou é no fornecimento, ou é em questões de análise ou reanálise do processo produtivo. Têm surgido as questões mais variadas", lamentou.

Realçando que esta é uma "situação incómoda para a Europa como um todo", o presidente da República frisou que existe "uma agência europeia que dá certezas, mas depois surgem dúvidas e os estados agem de forma diferente".

O chefe de Estado defendeu que a União Europeia deve assumir "uma posição unida, clara e duradoura" sobre esta matéria.

"Que seja rápido este processo de reavaliação dessa vacina, que seja rápida a decisão da EMA e que seja rápida e clara a posição dos países da União Europeia, porque todos estamos interessados nisso, todos, à escala europeia, e todos estamos interessados nisso em Portugal", acrescentou.

O Presidente da República realçou que "a vacinação é uma condição fundamental num bom processo de desconfinamento", juntamente com a testagem, e manifestou-se preocupado.

Estado de emergência chegará ao fim em abril?

"Vamos ver. Depende de todos nós", considerou o chefe de Estado.

Instado a comentar sobre os dados da evolução da covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que "abril é um mês decisivo" e realçou que "há uma parte que passa pelas pessoas, o que é que as pessoas fazem, o tipo de convívio que têm, a criação ou não de condições para que o desconfinamento seja suave e progressivo", sem "sobressaltos" indesejáveis.

Depois, referiu que "para a semana haverá mais um momento de reflexão sobre a renovação do estado de emergência e, portanto, haverá uma sessão epidemiológica e haverá a audição dos partidos políticos e haverá uma decisão sobre essa renovação".

"Se me perguntam o que eu mais desejaria, eu desejaria que fosse a última renovação do estado de emergência, coincidindo com o fim do mês de abril. Verdadeiramente, era a minha vontade e penso que é a vontade de todos os portugueses", afirmou.

O Presidente da República decretou o estado de emergência em pela 14.ª vez no atual contexto de pandemia de covid-19 em 25 de março, com efeitos entre 1 e 15 de abril. Uma próxima renovação por mais 15 dias irá vigorar entre 16 e 30 de abril.

"Para a semana temos mais números e vamos ver se corre bem até esse momento de decisão e se depois correm bem os 15 dias seguintes, porque isso significaria correr bem o mês de abril e podermos entrar em maio numa outra onda, uma boa onda - não é uma quarta vaga negativa, era uma boa onda, uma onda positiva. Vamos ver", acrescentou.

* Com agências 

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