"Estes encontros, que estão a ser cada vez mais frequentes, sucedem-se em zonas próximas da costa e estão a interferir com as normais operações de pesca realizadas pela frota de cerco, chegando a provocar enormes danos nas suas artes de pesca, que não estão preparadas para a captura destes colossos do mar, estando sim mais vocacionadas para a captura de pequenos peixes pelágicos", refere em nota de imprensa a Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca (ANOP) do Cerco.

De acordo com a associação, os pescadores têm avistado exemplares desta espécie, com mais de trezentos quilogramas, sobretudo na zona entre Aveiro e Figueira da Foz, onde a frota do cerco se tem dedicado à captura de biqueirão.

A ANOP Cerco recorda que, em 2006, foi implementado um plano a 15 anos de recuperação daquela espécie para o Atlântico Este e Mediterrâneo, sendo proibida a sua captura.

"Este plano permitiu que uma espécie, na altura considerada como uma espécie em perigo e abaixo dos limites de segurança, tenha recuperado nos últimos anos para níveis de tal forma elevados que se multiplicam um pouco por toda a costa atlântica da Península Ibérica os avistamentos desta espécie chegando ao ponto de interferirem com diversas pescarias tradicionais", sublinha.

Para a ANOP Cerco, "é urgente criar soluções que respondam e eliminem estes graves problemas", defendendo um plano de gestão da espécie mais sustentável e ajustada.

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