A presença da língua portuguesa no Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Macau e Timor-Leste é naturalmente atribuída ao tempo que estes territórios estiveram sobre administração lusitana, mas a influência alastrou à esfera cultural.

Uma das questões a que os organizadores da Faculdade de Estudos Avançados da Universidade de Londres esperam responder é "como conseguiu um país com recursos limitados deixar uma marca que sobreviveu a sucessivas potências imperiais que se seguiram?".

Uma das organizadoras, Shihan da Silva, afirmou à agência Lusa que esta "influência portuguesa persistiu através dos tempos, porque [os portugueses] assimilaram [informação] e interagiram com as pessoas com as quais entraram em contacto, noutras partes do mundo".

Autora de trabalhos e livros sobre a presença portuguesa na Ásia, sobretudo no Oceano Índico, a investigadora garante que existem ainda hoje elementos linguísticos de português em mais de 50 idiomas asiáticos.

Os temas dos painéis vão discutir "a relevância das diásporas africanas transnacionais para a questão da língua e da cultura", "creolização e diáspora nas Índias Portuguesas" e "hibridismo e creolização na música e língua pós-coloniais, no oceano Índico".

A forma como os portugueses conseguiram aproximar-se dos diferentes povos que visitaram e colonizaram será analisada por especialistas de universidades de Londres, Bristol e Swansea.

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