“Esses ainda não são os resultados finais, vamos aguardar pelos resultados finais”, disse Wang aos jornalistas, em Tóquio, depois de ter sido recebido pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Segundo a contagem inicial, divulgada na segunda-feira de manhã pela imprensa local, os candidatos da oposição ao Executivo pró-Pequim obtiveram a grande maioria dos votos, numa altura em que Hong Kong enfrenta uma das maiores crises políticas de sempre.

“Aconteça o que acontecer, Hong Kong faz parte da China, que é uma região administrativa especial”, sublinhou o ministro chinês. “Qualquer tentativa de semear o caos em Hong Kong ou minar a sua prosperidade e estabilidade está fadada ao fracasso”, disse.

Hong Kong é há seis meses palco de manifestações, iniciadas por um projeto de lei que permitiria extraditar criminosos para países sem acordos prévios, como é o caso da China continental, e, entretanto, retirado, mas que se transformou num movimento que exige reformas democráticas e se opõe à crescente interferência de Pequim no território.

À semelhança de Macau, para a antiga colónia britânica foi acordado um período de 50 anos após a transferência da soberania para a China, mantendo um elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial.

Os resultados são tidos como um indicador do amplo apoio aos protestos antigovernamentais, apesar dos contornos cada vez mais violentos, com frequentes atos de vandalismo e confrontos com a polícia.

Os partidos pró-democracia venceram os 18 conselhos distritais, depois de não terem conseguido um único conselho nas últimas eleições locais, realizadas há quatro anos.

Quase 3 milhões de pessoas votaram, quase o dobro do que em 2015, representando mais de 70% dos eleitores registados.

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